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Por: Cláudio Dalla Benetta - H2FOZ

Black Friday: neste feriado, brasileiros invadem Ciudad del Este

Black Friday: neste feriado, brasileiros invadem Ciudad del Este
(Foto: La Clave)

https://www.aduana.gov.py/dna/online/

Nesta sexta, 15, inicio do feriadão no Brasil, a "muvuca" começou cedinho no acesso de Foz do Iguaçu a Ciudad del Este. Muitos ônibus de turismo, muitos carros e vans e muita gente atravessando a ponte a pé, já no comecinho da manhã, para aproveitar o segundo dia da feira de descontos Black Friday.

As câmeras instaladas na Aduana do Paraguai registravam, no início da manhã, a intensa movimentação.

Acompanhe o movimento na Aduana paraguaia, pelas câmeras disponíveis neste site: câmeras

Primeiro dia

Ontem, no primeiro dia da feira de descontos, o Conselho de Desenvolvimento de Ciudad del Este (Codeleste) estima que o movimento comercial foi 100% maior do que em uma quinta-feira normal. A expectativa pra esta sexta é de mais compradores, segundo Natalia Ramírez, diretora do Codeleste, por causa do feriado brasileiro.

O presidente da Associação Hoteleira e Gastronômica de Alto Paraná, Daniel Cubas, disse que ontem a ocupação foi de 100% nos hotéis do centro e, para esta sexta, as reservas são de 100%. Ele disse que os hotéis que ficam mais longe do centro também devem chegar a 100% de ocupação.

Nas lojas

No primeiro dia de vendas, algumas lojas foram obrigadas a fechar as portas por alguns momentos, devido à grande quantidade de compradores. Era preciso esperar que alguns saíssem para outros entrarem. Mas não foi assim em todas, já que houve também lojas que apresentaram movimento normal.

As lojas mais visitadas foram as que vendem produtos eletrônicos e celulares inteligentes. Na Casa Nissei, por exemplo, a entrada na loja foi coordenada para que compradores entrassem em grupos. Nas promoções, havia televisores LG por US$ 159, ar condicionado com voltagem para uso no Paraguai e no Brasil por US$ 189, notebooks da marca brasileira Positivo por US$ 109, além de roupas e calçados com descontos de 50%.

Eletrônicos e smartphones foram os itens mais procurados. Foto La Nación

A Cellshop recebe normalmente entre 9 mil e 10 mil clientes por dia, mas o empresário Jorge Jacson Griebeler, baseado na procura do primeiro dia da Black Friday, estima que o movimento suba para entre 13 mil e 14 mil por dia, até domingo.

O empresário Juan Ramírez, da loja PC Tronic e vice-presidente da Câmara de Comércio e Serviços de Ciudad del Este, disse que "a abertura foi um êxito", apesar de pela manhã ter chovido. "(A chuva) não afetou muito, e até ajudou a reduzir a temperatura, para que as pessoas pudessem circular com mais tranquilidade", disse.

Segundo a meteorologia, desta sexta a domingo não deve chover na fronteira. É sol quase o tempo inteiro, com períodos nublados, no máximo.

Participam da Black Friday 5 mil lojas, hotéis e restaurantes, além de outros serviços. Há mais de um milhão de produtos em oferta, com descontos de até 50%.

Em conjunto

Ao contrario de outras edições da Black Friday CDE, este ano a feira de descontos foi impulsionada por um trabalho conjunto dos setores comerciais, voluntariado e instituições públicas, explicou Natalia Ramírez, diretora do Codeleste.

A Prefeitura, por exemplo, providenciou escritórios móveis para o serviço de defesa do consumidor em três pontos estratégicos do microcentro.

Além disso, tornou exclusivas para pedestres as avenidas Carlos Antonio López, Regimiento Piribebuy, Itá Ybaté e Rubio Ñú, nos cruzamentos com Monseñor Rodríguez, Adrián Jara e Luis María Argaña, da mesma forrma que a Avenida San Blas, desde a área da Aduana até a rotatória.

Bombeiros, voluntários e pessoal da Cruz Vermelha instalaram pontos de hidratação em diferentes pontos do circuito comercial. Ali é distribuída água mineral gratuitamente.

Na cabeceira da Ponte da Amizade, os turistas são recebidos com dança e música paraguaias, além de poderem degustar chipas e cocido (mate menos forte que o brasileiro).

Até domingo, Ciudad del Este espera receber 300 mil visitantes e uma movimentação financeira de US$ 300 milhões.

Fontes: Vanguardia, La Clave e La Nación