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Por: Cláudio Dalla Benetta

Cai 46,6% o número de homicídios na região de Foz, no primeiro trimestre 

Cai 46,6% o número de homicídios na região de Foz, no primeiro trimestre 
["Os setores de seguran\u00e7a t\u00eam v\u00e1rias explica\u00e7\u00f5es para a queda nos homic\u00eddios. "] (Foto: Arquivo Sesp)

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Foram registrados 14 homicídios dolosos e um latrocínio, em Foz do Iguaçu, e um homicídio doloso em Santa Terezinha de Itaipu, no primeiro trimestre deste ano. 

Com este resultado, a região de Foz (que engloba também Itaipulândia, Medianeira, Missal, São Miguel do Iguaçu e Serranópolis do Iguaçu), teve uma queda de 46,6% no número de crimes de morte, em relação ao primeiro trimestre de 2018.

Os dados são do Relatório de Estatística Criminal, divulgado pela Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária.

Terceiro

Mesmo assim, a cidade de Foz do Iguaçu continua como o terceiro município onde mais se mata, atrás apenas de Curitiba e de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana da capital.

Em Curitiba, foram 49 homicídios dolosos, três latrocínios e três vítimas fatais de lesão corporal; em Fazenda Rio Grande, 15 homicídios dolosos.

Tendência

No ano passado, Foz do Iguaçu fechou com o total de 88 crimes de morte, número maior do que o registrado em 2017 (73), mas inferior ao dos anos anteriores (em 2016, foram 98).

Se for mantida a média do primeiro trimestre deste ano, nesta terrível estatística, Foz poderá fechar 2019 com pouco mais de 50 crimes de morte, o que será o melhor resultado de sua história recente.

No Paraná o número de homicídios dolosos também caiu (32%), e a região de Foz do Iguaçu é um dos destaques na matéria publicada pela Agência de Notícias do Paraná, com base no relatório da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária. 

Confira:

Número de homicídios dolosos cai 32% no primeiro trimestre

ANPr

O número de homicídios dolosos (com intenção de matar) caiu 32% no Paraná no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em janeiro, fevereiro e março de 2019 foram registrados 381 casos, contra 558 no mesmo período de 2018. Os números são do relatório estatístico da Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária.

O registro de ocorrências de homicídios dolosos é o principal indicador da segurança pública e a redução da taxa mostra a eficiência das ações de combate à criminalidade. Um destaque no período apontado no balanço é que 271 (68%) dos 399 municípios do Estado não registraram homicídios durante o primeiro trimestre deste ano. Dos 128 municípios restantes, 67 tiveram apenas um caso.

A redução foi constatada em 16 das 23 Áreas Integradas de Segurança Pública do Estado (AISP). Houve redução significativa em Curitiba e Região Metropolitana e na área que engloba os sete municípios do Litoral.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirma que os dados positivos mostram o avanço da segurança pública no Estado. “O Paraná está entre os estados com melhores resultados nesta área. Devemos isso às ações estrategicamente organizadas para combate efetivo à criminalidade”, disse. A segurança pública está sendo estruturada com planejamento e inteligência, e as ações se darão de forma integrada”.

"O trabalho integrado das forças de segurança pública garantium este excelente resultado, com redução de homicídios e mais da metade dos municípios paranaenses sem registro de casos nos três primeiros meses deste ano. Nossos esforços são no sentido de maior integração e inteligência para combater a criminalidade em todo o Estado”, disse o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Luiz Felipe Carbonell.

REGIÕES 

Em Curitiba, a queda foi de 38% (foram 30 homicídios dolosos a menos se comparado o primeiro trimestre de 2019 com o de 2018). “Na capital foi feita uma readequação do policiamento ostensivo pela Polícia Militar com a utilização de módulos móveis em locais, dias e horários específicos, nos eixos de maior aglomeração de pessoas. Isso contribuiu largamente para o bom resultado, pois a presença policial inibe o crime, aliado ao trabalho dedicado de investigação feita pela Polícia Civil”, completou o secretário.

Nos 22 municípios da Região Metropolitana de Curitiba, pertencentes a 2ª AISP, de São José dos Pinhais, a redução foi de 40%. Na 3ª Área Integrada de Segurança Pública, que engloba os sete municípios do Litoral, a redução foi ainda maior, de 52,5%.

Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Péricles de Matos, a tendência de queda nos homicídios dolosos é resultado de diversos fatores. Ele destaca a modificação do padrão de operações, que passaram a ser focadas em áreas indicadas de alto índice de homicídio; o policiamento preventivo através de módulos móveis, o desenvolvimento de operações de trânsito e operações policiais, além do cumprimento de mandados de prisão. “A comunidade pode sempre contar com o apoio da polícia militar acionando o telefone 190”, afirmou.

A maior redução do Estado foi percebida na 5ª Área Integrada de Segurança Pública de São Mateus do Sul, que registrou queda de 90% nos casos de homicídios dolosos; seguida pela 6ª AISP de União da Vitória e pela 21ª, de Cornélio Procópio, ambas com redução de 66,6%.

ÁREAS INTEGRADAS 

A tendência de queda também foi percebida nas Áreas Integradas de Segurança Pública Ponta Grossa (27,7%), Guarapuava (43%), Francisco Beltrão (14%), Cascavel (54%), Foz do Iguaçu (46,6%), Campo Mourão (52%), Umuarama (65,5%), Rolândia (27%), Londrina (10%); e Jacarezinho (58%).

O delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Riad Braga Farhat atribui a redução do número de homicídios ao aumento do índice da resolução dos casos por parte das investigações da Polícia Judiciária. Segundo ele, tanto a Divisão de Homicídios de Curitiba e Região Metropolitana, quanto no interior do Estado, têm aumentado as resoluções dos casos e isso faz com que o marginal pense duas vezes antes de cometer o homicídio.

“A polícia intensificou os trabalhos e fizemos de tudo para implementar uma estrutura maior nas investigações de homicídios em todas as delegacias espalhadas pelo Estado. Isso fez com que as investigações chegassem a conclusões mais rapidamente da autoria e das prisões dos homicidas. Consequentemente, o índice de homicídios vem baixando e acredito que esta tendência vai continuar”, comentou.

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