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Com 150 mil volumes, livraria e sebo em Foz faz 10 anos

Com 150 mil volumes, livraria e sebo em Foz faz 10 anos
["O livreiro Carlos Rosotti durante o programa Marco Zero"] (Foto: Carlos Sossa/H2FOZ)

H2FOZ - Paulo Bogler

Percorrer as prateleiras e estantes da Livraria Sebo Cultural é imergir no mundo da leitura, da literatura e das artes. Garimpeiros culturais, colecionadores, estudantes e professores têm à disposição nada menos do que 150 mil exemplares de livros novos e usados a preços diferenciados.

Há mais nesse espaço de encantamento e conhecimento. São 12 mil discos de vinil (LPs), os insuperáveis “bolachões”, e de cinco mil a oito mil CDs, que são aqueles discos musicais compactos. Já o catálogo de revistas e quadrinhos reúne cerca de cinco mil opções de títulos.

A Livraria Sebo Cultural completa dez anos de atividades neste mês de abril. Mais do que um empreendimento comercial, esse espaço, aberto em 1999, contribui para fomentar o gosto pela leitura e o desenvolvimento cultural do município.

“A ideia de abrir a livraria surgiu de um estudo da cidade que eu e minha irmã fizemos”, conta Carlos Rosotti, sócio-administrador da Livraria e Sebo Cultural. Ele contou a trajetória de uma década da empresa no programa Marco Zero, do portal H2FOZ e da Rádio Clube FM Foz.

Assista à entrevista:

O livreiro conta que a ideia era criar um espaço eclético e diferenciado, vinculado à vida cultural de Foz do Iguaçu. “Nosso conceito é que temos uma livraria completa, que contempla livros usados também. A pessoa pode vender, trocar ou comprar livros novos e usados”, frisa Carlos.

Ele relata que a livraria promove sarais, rodas de leituras e exposições, tanto na Livraria Sebo Cultural como em outros locais da cidade. “Foz do Iguaçu, a cada dia, caminha para um fortalecimento ainda maior na cultura”, aposta Carlos Rosotti.

Acervo de livros novos e usados soma 150 mil volumes - foto Divulgação 

Durante a entrevista, o livreiro destacou a procura de leitores de todas as idades por quadrinhos. “Há uma procura cada vez maior por gibis dos anos 70, 80, 90 e de todas as épocas. As pessoas entre 40 a 60 procuram muito pelos quadrinhos que chamamos de raridades”, declara Carlos.

Quanto aos discos de vinil, o empresário informa que ocorre um crescimento pelo consumo do produto. “A cultura do vinil vem em uma crescente, tanto que hoje encontramos novamente lojas que vendem aparelhos novos para tocar os LPs”, conta. No acervo da livraria, há “bolachões” sertanejos, clássicos e de rock nacional e internacional.

Espaço dispõe de um grande volume de discos de vinil - foto Divulgação

Sobre o futuro do livro diante das novas tecnologias e plataformas digitais de leitura, o livreiro Carlos Rosotti é enfático ao dizer que o livro jamais desaparecerá. “A maioria das pessoas preferem o livro impresso. É uma paixão”, aponta.

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