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Por: Gilberto de Souza Valadão | OPINIÃO

Crise do novo coronavírus e sua influência na comunidade do Bairro Cidade Nova 

Crise do novo coronavírus e sua influência na comunidade do Bairro Cidade Nova 
(Foto: Arquivo/Cidade Nova Informa)

OPINIÃO | Gilberto de Souza Valadão 

A situação em que vivemos demostra como tudo está interligado, todas as nossas necessidades básicas como saúde, trabalho, lazer, segurança, entre outros. Na sociedade contemporânea é preciso encontrar o equilíbrio entre direitos e deveres. Em uma comunidade como a do Bairro Cidade Nova podemos ter claramente essa percepção.

Nunca tínhamos vivido situação como a atual, pois o mundo nunca foi tão conectado, em todos os sentidos. Com a aclamada gobalização, tudo interfere no cotidiano de todos os cidadãos. Ao ficarmos em casa, para o vírus não circular, sacrificamos muitas coisas. É uma medida aceitável, mas que tem reflexo direto em tudo. Na economia, por exemplo, onde os setores públicos e privados têm uma capacidade limitada para manter o funcionamento. Afinal, tudo é dinâmico e com a economia não é diferente.

Muitos trabalhadores - de diversos setores - residem no bairro. Utilizam transporte público, gastam sua renda nos comércios locais e por toda a cidade de Foz do Iguaçu. Para trabalhadores informais, autônomos, micrompresários, entre outros, a dificuldade é maior.

A circulação de dinheiro está bem menor. O governo federal está ajudando com auxílios financeiros, o que é uma obrigação. Temos algumas medidas estaduais e municipais, como o adiamento do pagamento de contas. Mas, e depois?

"O Bairro Cidade Nova nasceu da exclusão social, mas seus moradores  lutam todos os dias pela sobrevivência, contra violências, preconceitos, descasos."

Na saúde, muitos atendimentos estão restritos. Atrasados. Temos que ter paciência.  Na educação, as escolas não estão recebendo seus alunos. Temos mais pessoas em casa, protegidas da circulação do vírus. Mas, e as outras doenças? E as outras necessidades, como alimentação, amparo social e psicológico?

Relatos de violência doméstica aumentaram devido ao isolamento social. O uso de máscaras é obrigatório, mas nem todos conseguem esse objeto de proteção. Enquanto que, para muitos, é mais um adereço para exibir em selfies.

A atual crise revela, na comunidade, qualidades e limitações, forças e fraquezas. Para muitos, o isolamento social não é novidade. Na verdade, o termo mais correto seria abandono social. Mas, pelo bem coletivo, muitas pessoas lutam. Ainda bem. Sacrificam tempo, saúde e família para ajudar outros moradores.

Sem união e respeito, pouco pode ser feito. A covid-19 causou grandes estragos. Aos poucos, a população está se recuperando. Temos que praticar o que aprendemos. A importância da prevenção. Higiene. Economia. Saúde de qualidade. Nosso SUS, que na teoria é o maior e mais completo sistema de saúde pública do mundo só não é meu, na prática, devido à corrupção e má administração.

O Bairro Cidade Nova nasceu da exclusão social, mas seus moradores  lutam todos os dias pela sobrevivência, contra violências, preconceitos, descasos. A comunidade resiste. Vence. Cada pessoa que trabalha, estuda ou sorri representa uma vitória de todos.

Logo haverá mais uma cicatriz no corpo cansado, mas lutador, de uma comunidade que representa a simplicidade do povo brasileiro que é guerreiro e solidário, do qual todos devemos ter orgulho de fazer parte. 

A comunidade do Cidade Nova nasceu na exclusão social, mas segue lutando. 

* Gilberto de Souza Valadão é voluntário do coletivo Cidade Nova Informa e integra o Conselho Comunitário do bairro.

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