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Por: H2FOZ - Paulo Bogler

Dengue em Foz: diminui número de novos casos em relação à semana anterior

Dengue em Foz: diminui número de novos casos em relação à semana anterior
Em uma semana foram 181 novos casos da doença em Foz (Foto: Secretaria Estadual de Saúde/Arquivo )

Em meio à pandemia de coronavírus, Foz do Iguaçu tem de conviver ainda outra drama: a epidemia de dengue. Dados recentes mostram uma inflexão nos números alarmantes. Historicamente, entretanto, o pico da doença é entre abril e maio. 

Relatório divulgado pela Vigilância Epidemiológica do município nesta quarta-feira, 18, revela que o total de casos confirmados de dengue cresceu menos nos últimos sete dias, em relação à semana anterior. Porém os números ainda são altos. Hoje, há 2.742 pessoas acometidas pela doença e 16.711 notificações. 

Conforme os dados atuais, foram 181 novos casos de dengue em uma semana. O boletim epidemiológico anterior, de 11 março, havia apresentado crescimento de 570 ocorrências no período de sete dias. 

A Região Norte da cidade segue liderando o ranking da incidência de dengue em Foz do Iguaçu, com 755 casos confirmados, 28% do total. Em seguida estão as regiões Oeste, com 532 casos (19% do total), e Leste, com 445 ocorrências confirmadas (16%).

Infestação predial 

Neste mês, Foz do Iguaçu registrou o menor Índice de Infestação Predial (IIP) para o período de março desde 2017. É o que aponta o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) obtido em 4.839 imóveis, entre os 9 e 12 de março, de acordo com a Agência Municipal de Notícias. 

O levantamento registrou um IIP de 1,32%. Nos anos anteriores foram 3,98% em março de 2017; 4,89% em 2018 e 5,41% em 2019. Em janeiro deste ano, o índice atingiu 3,21%.

Já o Índice Predial de Armadilhas (IPA) continua elevado, com 12,84% de incidência. Significa dizer que, a cada cem armadilhas, em aproximadamente 13 delas foram capturados mosquitos adultos, em fase de transmissão da doença. "O IPA é um indicador exclusivo de Foz do Iguaçu e classifica a cidade como alto risco para a doença", informa o município. 

O cenário é grave

Ao longo do ano, o pico mais alto da dengue ocorre em Foz do Iguaçu nos meses de abril e maio. Some-se a isso o fato de a população iguaçuense encontrar-se mais suscetível a complicações da doença, informam os órgãos municipais de saúde. 

“A circulação simultânea de três dos quatros sorotipos da dengue aumenta a chance de uma nova infecção por outro sorotipo, e, portanto, pode aumentar o número de casos graves da doença”, afirmou a enfermeira da Vigilância Epidemiológica Mara Ripoli, à AMN. 

Cuidados 

A comunidade deve manter e intensificar os cuidados no combate à dengue. A remoção de criadouros domésticos é uma das formas mais efetivas de controle da proliferação do Aedes aegypti. Essa ação precisa fazer parte da rotina da população, que deve destinar um período todos os dias para a limpeza de suas propriedades.

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