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Por: Paulo Bogler

Em Foz, 61,5 mil pessoas receberam auxílio emergencial 

Em Foz, 61,5 mil pessoas receberam auxílio emergencial 
Emprego e inclusão social são desafios para políticas públicas em Foz (Foto: Marcos Labanca)

H2FOZ - Paulo Bogler 

Se antes da covid-19 Foz do Iguaçu enfrentava desafios para promover o emprego formal, a geração de renda e a inclusão social, o período pós-pandemia será ainda mais complexo. Um indicador é o número de 61.524 iguaçuenses que recorreram ao auxílio emergencial. 

Proposto e aprovado pelo Congresso Nacional, e executado pelo governo federal, esse programa destina R$ 600 para atenuar o impacto social e econômico resultante da pandemia. O valor, mensal e temporário, é pago a quem perdeu emprego, microempreendedores, trabalhadores autônomos e pessoas de baixa renda. 

De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social, os mais de 61 mil moradores de Foz do Iguaçu que receberam o auxílio federal estão distribuídos nas seguintes categorias:

- integrantes do Programa Bolsa Família: 10.080;

- inscritos no cadastro único do governo federal (CadÚnico): 16.646; e

- beneficiários em geral: 34.798.

As mais de dez mil pessoas do Bolsa Família que obtiveram o auxílio emergencial estão situadas na linha de pobreza ou em condição de extrema pobreza. As 16,6 mil inseridas no CadÚnico possuem renda familiar per capita de R$ 522,50 – meio salário mínimo. 

As demais 34,7 mil pessoas são as que se cadastraram diretamente no aplicativo do governo para receber as parcelas de R$ 600. Estão incluídos nesse grupo desempregados, autônomos e  profissionais com registro de microempreendedor individual (MEI), por exemplo. 

Considerando a população total de Foz do Iguaçu, estimada pelo IBGE em 258 mil, a proporção de pessoas contempladas com o auxílio emergencial é de quase um morador a cada quatro.

Ressalta-se que beneficiários da renda de R$ 600 são maiores de idade, isto é, economicamente ativos, sem registro em carteira de trabalho ou recebendo direitos previdenciários.

Além disso, entre as 60 cidades com mais emprego formal no Paraná, Foz do Iguaçu foi a que mais perdeu postos de trabalho no estado, nos primeiros cinco meses deste ano. 

O saldo negativo foi de 5.157 postos de trabalho, diferença entre as admissões (9.302) e demissões (14.459) de janeiro a maio, conforme o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério da Economia.

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