H2FOZ | Notícias | Foz do Iguaçu
  1. Home
  2. Notícias

ICMS de querosene de aviação vai cair no Paraná. Um pouco tarde demais

ICMS de querosene de aviação vai cair no Paraná. Um pouco tarde demais
Foz do Iguaçu perdeu muitos voos a partir de 2014. Recuperação foi lenta. (Foto: Patrícia Iunovich)

Por Cláudio Dalla Benetta

O anúncio do governador Ratinho Jr, de que vai reduzir a tarifa de ICMS do querosene da aviação de 18% para 12%, embora seja uma medida necessária, quase chega um pouco tarde. 

O governo paulista foi mais rápido e, ao diminuir a tarifa de 25% para 12%, na semana passada, negociou com as aéreas o atendimento a seis novos destinos e a criarem mais 64 voos nacionais.

Segundo o governo paulista, ao longo de 12 meses, haverá uma queda de R$ 205 milhões na receita de ICMS, mas o fluxo dos novos voos deve trazer um resultado calculado em R$ 327 milhões. E o aumento na arrecadação virá naturalmente, com mais viagens e mais negócios no Estado.

Além disso, as aéreas se comprometeram a investir também na divulgação dos atrativos de São Paulo.

O trunfo de São Paulo é ser o Estado mais rico, com a maior malha aeroviária e rotas que incluem grandes cidades, sem contar a capital. O Estado tem 79 cidades entre as 317 no Brasil com mais de 100 mil habitantes, enquanto o Paraná entra na lista apenas com 9.

Mas o Paraná tem Foz do Iguaçu, uma das cidades mais visitadas no Brasil, mesmo com uma oferta de voos muito inferior à necessária. É também um trunfo, se bem explorado. 

O aumento, em 2014

No Paraná, o ICMS subiu para 18% em 2014 (a tarifa era de 7%), dentro das medidas de ajuste fiscal promovidas pelo então governador Beto Richa.

A consequência quase imediata foi uma redução nos voos para e entre cidades paranaenses e a mudança nos planos das aéreas que pretendiam expandir a atuação no Estado.

Foz do Iguaçu, que vive e depende fortemente do turismo, foi muito prejudicada. Perdeu voos, inclusive para a capital paranaense, e ficou no terreno das intenções novas ligações com Santa Catarina, por exemplo.

A isso se somou a alta do dólar e a crise de empresas aéreas, como a Pluna, que fechou e, com isso, Foz perdeu o voo direto a Montevidéu, no Uruguai.

Foi possível reconquistar alguns voos perdidos e até garantir novas conexões, mas graças a muito empenho dos setores de turismo de Foz. Ainda assim, a ligação com Curitiba, por exemplo, não voltou a ser o que era.

Daquele ano para cá, houve muitas negociações com a Assembleia, para reverter o projeto do governador Beto Richa, mas sem resultados.

A redução da tarifa de ICMS sobre o querosene de aviação foi ocorrendo em vários estados, em 2017 e 2018. Menos no Paraná. Espera-se que, agora, a situação mude um pouco, para melhor. 

Puerto Iguazú, voo para Madri

Aeroporto argentino passa por reformas e em junho ganha voo direto pra Europa. Foto El Independiente

Ainda sobre aeroportos e voos. O aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, registrou em 2018 pouco menos da metade do movimento do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. Mas é o primeiro a ter um voo direto para a Europa, a partir de junho, quando entra em operação a ligação com Madri, na Espanha.

Serão dois voos semanais, oferecidos pela Air Europa. O detalhe é que haverá uma triangulação com Montevidéu, no Uruguai. Um dos voos será Madri-Montevidéu-Puerto Iguazú, com retorno direto Puerto Iguazú-Madri; o outro será direto entre Madri-Puerto Iguazú, com escala em Montevidéu no retorno.

A triangulação vai beneficiar os uruguaios, tanto os que querem vir a Puerto Iguazú diretamente (existia um voo direto Montevidéu-Foz do Iguaçu, mas foi extinto), quanto os que querem viajar à Europa.

O voo direto para a Europa é um avanço para Puerto Iguazú. Antes, a uma conexão com a Europa era feita via Rio de Janeiro, mas foi extinta em 2014.

O aeroporto está em obras no terminal de passageiros. No ano passado, recebeu uma nova torre de controle e a área de estacionamento foi ampliada.

Tanto o aeroporto de Puerto Iguazú quanto o de Foz do Iguaçu registraram recorde de movimento em 2018. O terminal argentino superou, pela primeira vez na história, a marca de um milhão de passageiros, em embarques e desembarques.

Já o de Foz do Iguaçu prosseguiu na tendência de alta. Foram 2.340.950 embarques e desembarques no ano, 7,5% mais que em 2017. Surpreendeu, também, a movimentação de cargas, com 17.560,4 toneladas no ano, número 26,5 vezes superior às 662,5 toneladas e 2017.