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Obra da perimetral prevê R$ 32 milhões em desapropriações

Obra da perimetral prevê R$ 32 milhões em desapropriações

Denise Paro, especial para H2FOZ

Obra aguardada há mais de duas décadas pela população de Foz do Iguaçu, a Perimetral Leste terá 15 quilômetros com duas aduanas, dois viadutos e duas trincheiras. Essa estrutura está prevista no anteprojeto da via, que ainda pode passar por alterações. Estão previstas cerca de 120 desapropriações que devem custar pelo menos R$ 32 milhões.
 

CLIQUE AQUI  para ver o Plano Diretor da Perimetral Leste.

A perimetral sairá da BR-277, na Rua Pavão, região da Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, até chegar à BR-469, no bairro Porto Meira, passando pelo futuro prolongamento da Avenida República Argentina e pela Felipe Wandscheer. Nesta região, uma das possibilidades é que o trajeto passe pela Rua Itaboraí, acima do Museu de Cera. No Porto Meira, conectar-se-á à segunda ponte ligando Foz do Iguaçu a Presidente Franco, no Paraguai. 

No anteprojeto está prevista a construção de duas aduanas no Porto Meira Brasil-Paraguai (na futura segunda ponte) e Brasil-Argentina, que será exclusiva para caminhões. O trânsito de veículos leves continuará a ser feito pela aduana brasileira da Ponte Tancredo Neves. A segunda aduana argentina será construída a dois quilômetros da nova ligação entre Brasil e Paraguai, facilitando o tráfego de cargas pesadas.

Ao todo, o Contorno Leste terá quatro pontos de cruzamento: na BR-277, região da Penitenciária Estadual, na Avenida República Argentina, na Avenida Felipe Wandscheer e na BR-469. A localização dos dois viadutos e das duas trincheiras será definida após a conclusão do projeto básico. No anteprojeto, viadutos e trincheiras estão previstos no cruzamento com a Avenida General Meira, próximo à Ponte da Fraternidade (Brasil-Argentina), na intersecção da Rodovia das Cataratas e na conexão com a BR-277. 

Com o estabelecimento do projeto básico, pretende-se minimizar o impacto da rodovia e garantir a segurança dos usuários e da população. As 120 áreas a serem desapropriadas serão estabelecidas a partir da finalização do projeto. “A ideia é que os caminhões não interfiram no tráfego urbano”, diz o engenheiro e ex-secretário de Obras de Curitiba Leopoldo de Castro Campos, responsável pela Secretaria Extraordinária de Acompanhamento de Projetos e Obras da Construção da Segunda Ponte. 

O próximo passo é concretizar os projetos básico e executivo de engenharia. O edital, número 324/2018-00, foi lançado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no dia 6 de novembro. Quatro empresas apresentaram propostas, e a vencedora foi a JL Construções Civis, de Cascavel. A construtora venceu com um lance de R$ 104,06 milhões. O valor previsto no edital era de R$ 130,97 milhões. 

Ainda é preciso homologar o resultado e assinar o contrato com a empresa, o que deve ser feito neste mês. A partir da assinatura, a construtora terá até 90 dias para entregar os projetos que sinalizarão o início das obras, previsto para o primeiro semestre de 2019.

O custo será bancado pelo governo federal com recursos da Itaipu. A binacional também se comprometeu a pagar a segunda ponte ligando Brasil e Paraguai. Um convênio com a empresa será assinado para oficializar a proposta. Todo o trabalho está sendo coordenado pela Prefeitura de Foz do Iguaçu e supervisionado pelo DNIT.