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Ônibus voltam a funcionar normalmente em Foz

Ônibus voltam a funcionar normalmente em Foz
Acordo coletivo segue em negociação; sindicato não descarta nova paralisação (Foto: Marcos Labanca/H2FOZ)

H2FOZ - Paulo Bogler 

O trasporte coletivo urbano de Foz do Iguaçu voltou a operar normalmente na tarde desta terça-feira, 24, com o retorno de motoristas e cobradores da empresa Cidade Verde às atividades. Desde às 10h,  o serviço vinha funcionando com 70% dos ônibus do município em circualção, devido à paralisação parcial dos rodoviários. 

Conforme Nereu Claro da Silva, presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sitrofi), a categoria permanece em negociação com a empresa Cidade Verde, a única que não aceitou assinar o acordo coletivo de trabalho. Por esse motivo, os ônibus da empresa não estavam circulando desde a manhã desta terça-feira, conforme decisão da assembleia dos motoristas e cobradores.

"Estamos em negociação. Podemos parar de novo se for necessário", enfatizou Nereu Claro da Silva. Ele disse que o sindicato espera que até a próxima sexta-feira os representantes da empresa Cidade Verde assinem o acordo coletivo seguindo as cláusulas aceitas pelas demais concessionárias.

"Do contrário, na próxima terça-feira vamos parar todo o transporte coletivo por tempo indeterminado", disse Nereu. O impasse entre os rodoviários e a empresa  gira em torno de alguns direitos da categoria e do repasse para o chamado Fundo de Solidariedade.

Nereu Claro da Silva: "Estamos em negociação e podemos parar de novo" - foto Marcos Labanca/H2FOZ

"Essa empresa quer que aceitemos uma ninharia de reajuste, que é de 2%. Em troca, pede catraca sem cobrador [retirada do profissional]. Isso é inaceitável", enfatizou Nereu. "Uma empresa não pode ficar diferente de obrigações das demais", frisou, durante a assembleia hoje cedo. 

Um dos princiapais pontos de divergência é o Fundo de Solidariedade. Trata-se de percentual referente ao valor da folha de pagamento das empresas de ônibus para o custeio de atividades do sindicato. A Cidade Verde quer convertê-lo em acréscimo ao valor das cestas básicas dos trabalhadores rodoviários. 

A Cidade Verde enviou ofício ao Sitrofi nesta terça-feira em que afirma que a proposta da empresa para o acordo coletivo é a mesma apresentada pelas demais concessionárias que integram o Consórcio Sorriso. No documento, expõe que a única diferença é relacionada ao Fundo de Solidariedade. 

"Ao invés de ser realizado o o pagamento de 1% do valor do salário de cada empregado diretamente ao sindicato a título de Fundo de Solidariedade, [que] esse percentual seja acrescido ao valor da cesta básica dos trabalhadores, e pago diretamente a eles", diz o ofício.

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