H2FOZ | Notícias | Foz do Iguaçu
  1. Home
  2. Notícias

Paralisação pela educação em Foz será nas escolas estaduais, Unioeste e Unila

Paralisação pela educação em Foz será nas escolas estaduais, Unioeste e Unila
["Fran Rebelatto, Tamara Cardoso Andr\u00e9 e C\u00e1tia Castro durante entrevista na R\u00e1dio Clube FM",""] (Foto: Carlos Sossa/H2FOZ)

H2FOZ - Paulo Bogler

A valorização da escola pública e a oposição à reforma da Previdência são as principais pautas da paralisação da educação nesta segunda-feira, 29. Educadores da rede estadual de ensino, professores e agentes universitários da Unioeste e docentes e estudantes da Unila suspenderão as atividades em suas instituições e farão um ato público, na Praça da Paz, a partir das 8h.

Nesse sábado, 27, no programa Marco Zero, ativistas de três sindicatos explicaram a pauta do movimento. Participaram da entrevista Cátia Castro, presidenta da APP-Sindicato/Foz; Fran Rebelatto, representante da Sesunila (Seção Sindical dos Docentes da Unila); e Tamara Cardoso André, integrante do Fórum Sindical Representante do Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior do Oeste do Paraná).

Assista à entrevista:

 
Paralisação pela EDUCAÇÃO

Nesta segunda-feira, dia 29 de abril, tem paralisação dos trabalhadores da rede estadual de ensino. O movimento inclui paralisação de universidades com campus em Foz do Iguaçu. Cátia Castro, presidente da APP-SINDICATO – Núcleo de Foz; Fran Rebelatto, representante da SESUNILA (Seção Sindical Dos Docentes da UNILA) e Tamara Cardoso André, integrante do Fórum Sindical Representante do SINTEOESTE (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino Superior do Oeste do Paraná) falam ao Marco Zero das reivindicações e também dos preparativos para o 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Assista a entrevista completa em: https://youtu.be/MMqee9sLuSg #marcozero #educação #paralisação

Posted by H2FOZ on Saturday, April 27, 2019

Os educadores da rede estadual, explicou Cátia Castro, relembram a repressão contra a categoria em 29 de abril de 2015, em Curitiba (PR), quando buscavam impedir o confisco do fundo previdenciário e alterações no plano de carreira. Os servidores ainda cobram do governo do Paraná a pauta trabalhista, que entre outros itens reivindica reposição salarial – congelada há três anos.

Cátia Castro - “Servidores do Paraná sofrem massacre cotidiano” - foto Carlos Sossa

“Entendemos que os servidores do Paraná sofrem um massacre cotidiano, pois as condições de trabalho são cada vez mais precárias, não há concurso público, como por exemplo para contratação de funcionários de escola, que não ocorre há 13 anos”, pontuou Cátia. “No Paraná, tem servidores que recebem abaixo do salário mínimo regional”, relatou.  

Orçamento e autonomia

De acordo com Fran Rebelatto, os docentes da Unila participarão do movimento em 29 de abril para defender orçamento compatível para as universidades públicas federais, liberdade para ensinar e respeito à autonomia universitária. Os educadores também são contra a reforma da Previdência, projeto do governo federal que tramita no Congresso Nacional.

Fran Rebelatto - “Momento exige posicionamento forte de todos nós, educadores” - foto Carlos Sossa

“Esse momento exige um posicionamento muito forte de todos nós, educadores, a favor da educação pública, mas principalmente em defesa da universidade”, ponderou Fran. “Entre muitos ataques, o governo quer acabar com a autonomia das instituições de ensino superior, interferindo inclusive nos procedimentos de escolha de reitor”, apontou.

Reposição salarial e aposentadoria

Conforme Tamara Cardoso André, a mobilização de professores e agentes universitários da Unioeste enfoca a memória em relação à violência sofrida por servidores estaduais no dia 29 de abril de 2015, a reposição salarial, a chamada data-base, e o enfrentamento à reforma da Previdência. A categoria participará dos atos em Foz do Iguaçu e em Curitiba.

Tamara Cardoso André - “Data-base é um direito do servidor, nosso salário está defasado em 16%” - foto Carlos Sossa

“Nossa paralisação é para a rememoração do ‘massacre de 29 abril’ e pela data-base, que é um direito do servidor público. Nosso salário está defasado em 16%, mas já teve aumento da água e da luz”, enfatizou Tamara. “Também somos contra essa reforma da Previdência, que na prática é o fim da aposentadoria”, concluiu.

1º de maio

Durante o programa Marco Zero, as representantes sindicais explicaram como será o ato público em 1º de maio, o Dia do Trabalhador. A mobilização será marcada pela oposição à reforma trabalhista e pela denúncia ao desemprego, que aumentou, segundo as educadoras, depois que a reforma trabalhista entrou em vigor no ano de 2017.

Organizado em Foz pela Unidade Sindical e Popular, o ato no Dia do Trabalhador será na Praça da Bíblia, na região do Jardim São Paulo, quarta-feira, 1º, a partir das 17h. Estão previstas panfletagem, adesivação de carros e atividades culturais. Os trabalhadores também poderão fazer gratuitamente o cálculo da aposentadoria para comparar como é hoje e como seria com as mudanças propostas na reforma.

Programa

O Marco Zero é uma parceria do portal H2FOZ e da Rádio Clube FM de Foz do Iguaçu. A apresentação é de Moacir Júnior, Paulo Bogler e Renata Thomazi. A produção é de Alexandre Palmar.

X