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Por: Cláudio Dalla Benetta - H2FOZ

Portaria assinada por Paulo Guedes não aumentou cota de compras no Paraguai

Portaria assinada por Paulo Guedes não aumentou cota de compras no Paraguai
Nova cota iria ao menos amenizar a grave crise de Ciudad del Este, segundo os comerciantes. (Foto: Última Hora)

Quem volta do exterior, a partir de 1º de janeiro de 2020, poderá adquirir produtos em free shops de aeroportos no valor de até US$ 1.000. O ministro Paulo Guedes assinou na segunda-feira, 14, portaria que dobrou o limite de compras nessas lojas.

Mas e a cota pra compras no Paraguai? Segundo anunciou o presidente Jair Bolsonaro, na semana passada, o limite subiria para US$ 500. Mas a medida não fez parte da portaria assinada por Guedes. Não há, portanto, previsão de quando vai entrar em vigor. Se é que vai.

O jornal Folha de S. Paulo informa na edição desta terça-feira, 15, que funcionários do Ministério da Economia são contra o aumento da cota.

A agência de notícias Reuters, diz ainda a Folha, noticiou que a Subsecretaria de Desenvolvimento de Comércio e Serviços do Ministério da Economia, antes do anúncio de Bolsonaro, havia feito uma manifestação interna lembrando que o limite na América Latina é mais baixo que o proposto pelo presidente. Na Argentina, Chile, Paraguai e México, equivale a US$ 300.

Ainda é cedo pra desanimar, mas os sinais vindos de Brasília, por enquanto, indicam que o aumento pode demorar mais do que se pensava.

O anúncio de que o limite passaria a US$ 500 foi recebido quase com euforia pelo "trade" turístico de Foz. E com uma boa dose de alegria pelos comerciantes de Ciudad del Este, onde a crise se agrava a cada dia.

 

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