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PTI lança laboratório de tecnologias para cidades inteligentes

PTI lança laboratório de tecnologias para cidades inteligentes
O Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes desenvolve cenários de demonstração de tecnologias

Por Paulo Bogler - H2FOZ 

Uso racional da tecnologia para o aproveitamento eficiente dos recursos, elevando a qualidade de vida e diminuindo o impacto ambiental. Com esse conceito para o cotidiano urbano, o PTI (Parque Tecnológico Itaipu) lançará no dia 12 de dezembro o Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes. 

Com a inauguração da primeira etapa do projeto, em parceria com a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), todas as tecnologias existentes e aplicadas no PTI serão integradas. Prefeitos e gestores públicos poderão conhecer as inovações, que são reaplicáveis nos municípios. 

Veículos elétricos, bicicletas compartilhadas, novas tecnologias de iluminação pública inteligente, com wi-fi, câmeras e sensores de tiro, são algumas tecnologias disponíveis. Outra novidade é o monitoramento de segurança com o uso de drones.

“Uma cidade mais conectada, com melhor utilização dos recursos e pensamento sistêmico, permite ao poder público prover mais e melhores estruturadas soluções aos cidadãos”, destaca Jorge Augusto Callado, diretor-superintendente do PTI. 

Jorge Callado: "O laboratório é vitrine de soluções e tecnologias para que prefeitos de todo o Brasil" - foto Kiko Sierich/PTI

As tecnologias inteligentes visam a atender a comunidade de modo integral. “Para que as experiências da população com os serviços das cidades sejam mais ágeis e com soluções completas, diminuindo filas e burocracias e melhorando a gestão da cidade e seus equipamentos”, frisa Callado. 

Cidade, tecnologia e cidadania

O Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes desenvolve cenários de demonstração de tecnologias. O espaço enfoca a avaliação do uso de soluções pela população, a partir de critérios de qualidade técnica, troca de informações de dados eletrônicos e segurança cibernética.

Callado explica que a proposta que está sendo instalada no PTI amplia as ações e resultados do ADTCI (Ambiente de Demonstração de Tecnologias para Cidades Inteligentes). Esse ambiente é apoiado pela ABDI e pelo Ministério da Indústria, Comércio e Serviços.

O compatilhamento de bicicletas no PTI é uma iniciativa das cidades inteligentes - foto Kiko Sierich/PTI

“O laboratório do PTI vai atuar como uma vitrine para que prefeitos de todo o Brasil possam ver o funcionamento das tecnologias in loco, em um ambiente real com circulação de pessoas e veículos”, ressalta. “O objetivo é que as cidades adotem as soluções nas cidades, a fim de torná-las mais sustentáveis e humanas”, enfatiza. 

Funcionamento 

As soluções e produtos do Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes são dispostos nas vias, corredores e prédios do PTI, simulando o ambiente real de uma cidade. O Laboratório conta com uma sala de comando e controle das informações das soluções espalhadas pelo parque.

Uma equipe multidisciplinar atua na sala de comando e controle do Laboratório para acompanhar o desempenho das instalações prediais e o andamento de obras, a segurança do PTI, o compartilhamento de carros e bicicletas, entre outras soluções.

Na primeira fase, o projeto abrange dez cenários de demonstração. São soluções e ferramentas em iluminação pública inteligente – postes inteligentes e tecnologias de controle do Ambiente de Mobilidade Pública e Trânsito, Transporte e Veículos.

Uma equipe multidisciplinar atua na sala de comando e controle do Laboratório Vivo - foto Kiko Sierich/PTI

As inovações tratam ainda de controles do abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais; gestão informatizada e inteligente da segurança pública; município gerador de energia; construções e edificações inteligentes; saúde, educação e qualidade de vida; e administração pública informatizada.

Investimento

O investimento no projeto inicial do Laboratório Vivo de Cidades Inteligentes em 2018 está previsto em R$ 1,5 milhão. Cerca de R$ 525 mil são recursos provenientes da ABDI, e R$ 1 milhão em valores econômicos destinado pelo PTI.