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Por: Cláudio Dalla Benetta

Quadrilhas usavam câmera para vigiar posto da Polícia Rodoviária Federal

Quadrilhas usavam câmera para vigiar posto da Polícia Rodoviária Federal
["A c\u00e2mera, sobre a \u00e1rvore, mostrava tudo o que ocorria no posto da PRF."] (Foto: PRF)

Assessoria da PF

Impressionante a logística do crime! Além de armazéns, motoristas, olheiros e batedores, contrabandistas monitoravam 24 horas por dia um posto da Polícia Rodoviária Federal na BR-277, em Foz do Iguaçu.

Nesta terça, 16, a Polícia Federal deflagrou a Operação Saúva, para desarticular cinco núcleos criminosos que atuam no transporte de mercadorias ilícitas, em Foz do Iguaçu, Céu Azul e Santa Terezinha de Itaipu, onde foram cumpridos 25 mandados judiciais, expedidos pela 3ª Vara Federal de Foz do Iguaçu.

Desses 25 mandados, 15 sãos de busca e apreensão e dez de prisão preventiva.

A investigação sobre as quadrilhas começou em 2017. A polícia descobriu que os cinco núcleos de contrabandistas atuavam ora de forma independente, ora de forma relacionada, para o fornecimento do apoio logístico.

As quadrilhas praticavam descaminho, principalmente de eletrônicos, e contrabando (cigarros). Grande parte dos investigados já conta com diversos registros pela prática de crimes de contrabando e descaminho, o que revela a dedicação à prática destes crimes de forma profissional, segundo a Polícia Federal.

Um desses cinco núcleos era responsável pelo monitoramento do posto da PRF. A câmera, de alto alcance, estava instalada numa árvore e fornecia em tempo real todos os dados necessários aos criminosos para driblar a fiscalização naquele local. 

Esse núcleo, segundo a Polícia Federal, presta apoio a diversas organizações criminosas do País, ao fornecer o serviço de “monitoramento” para organizações criminosas que atuam nos mais diversos tipos de ilícitos, inclusive no tráfico de drogas.

Quanto aos demais núcleos, contumazes na prática dos crimes de descaminho e contrabando, verificou-se a corriqueira utilização de veículos furtados/ roubados, com placas falsas/ clonadas, adquiridos no “mercado negro” por preços bem inferiores ao valor de mercado, para emprego exclusivo em atividades ilícitas. 

Mostrou-se comum, também, nestes casos, a tentativa de fuga de abordagens policiais, em alta velocidade, de modo a colocar em risco a segurança das rodovias e da própria vida dos policiais e demais pessoas que trafegam nas estradas da região.

A ação tem, dentre outros, o objetivo de reunir informações complementares sobre a prática dos crimes de descaminho, contrabando, associação criminosa e tráfico de drogas, bem como acerca de eventual delito de lavagem de capitais, decorrente da movimentação dos valores auferidos com os ilícitos.

Veja o vídeo da retirada da câmera, feito pela PRF. 

 

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