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Por: Paulo Bogler - H2FOZ

Sarampo é grave, mortal e altamente contagioso, explica infectologista

Sarampo é grave, mortal e altamente contagioso, explica infectologista
Médica ressaltou que a vacina é o meio mais eficiente de prevenção do sarampo (Foto: Carlos Sossa )

O Brasil havia sido reconhecido por organismos internacionais como país livre do sarampo, há poucos anos. Agora, a doença se propaga em pelo menos 14 estados, com maior velocidade na Região Sudeste, e em São Paulo, com mais intensidade.

Infectologista com larga atuação na cidade, professora universitária e médica do SIATE, Flavia Trench participou do Marco Zero, programa do H2FOZ e da Rádio Clube, no qual falou sobre o sarampo e a volta de outras doenças, as chamadas “reemergentes”.

Assista à entrevista.

 
Marco Zero

Marco Zero Multistreaming with https://restream.io/ Sábado é dia de Marco Zero. Hoje vamos falar sobre: * Sarampo e vacinação, com a infectologista Flavia Trench. * Fundação Nosso Lar, ações e projetos, com a cientista social e presidente da ONG, Tathiana Guimarães, e o médico psiquiatra e voluntário, José Elias Aiex Neto. * Banda Cidrais quadro jovem “Diz Aí”, com os irmãos Larissa, Vinícius e Binho Cidral. ENQUETE: Onde você mora tem festas na vizinhança que causam perturbação do sossego? Envie o seu comentário. + Opinião Professor Afonso + Foz Futsal Cataratas + Agenda Cultural Participe! Envie sua mensagem: WhatsApp (45) 99955-9899 ou deixe o seu comentário na live!!

Posted by Rádio Clube FM Foz on Saturday, August 24, 2019


No Paraná, depois de duas décadas sem a doença, são dois casos confirmados e outros sob investigação. Diante desse cenário, Foz do Iguaçu – cidade em que o trânsito de pessoas de outros estados e países é intenso – está em alerta conta a doença. Dois casos suspeitos de sarampo no município foram descartados pelas autoridades de saúde.

Para Flavia Trench, a volta do sarampo constitui “crônica de uma morte anunciada”. Para fazer essa afirmação, ela se apega à queda da cobertura vacinal. “Há algum tempo já se percebe diminuição no percentual de pessoas se vacinando contra o sarampo. Esse índice deveria ser de 95%”, disse.

A área de epidemiologia estima em 80% a taxa de vacina contra o sarampo em Foz do Iguaçu. No contexto geral, Trench atribui essa redução à eventual falta de tempo dos pais para levarem seus familiares à vacinação durante o horário comercial.

A médica também citou o papel da desinformação sobre os efeitos da imunização. “A desinformação da população sobre as vantagens da vacina e as fake news dizem que vacina é perigosa, levam as pessoas a negligenciar a sua própria saúde e dos familiares”, enfatizou. “Também houve uma falsa sensação de segurança, com as pessoas achando que a doença não existia mais.”

De acordo com Flavia Trench, o sarampo é muito perigoso e pode ser mortal. Os sintomas começam com febre alta, tosse e corrimento nasal, evoluindo para conjuntivite e manchas na pele, que são sinais “clássicos” que levam as pessoas a suspeitar de poder ter sido acometidas pela doença.

“O sarampo é grave, mortal e altamente contagioso, com taxa de ataque de 90%”, explicou. “Se a pessoa se expôs, não é vacinada e não teve a doença anteriormente, ela tem 90% de chances de apresentar a doença”, relatou a médica infectologista.  

A transmissão do sarampo ocorre por cerca de duas semanas, de três a seis dias antes da pessoa apresentar qualquer sintoma e seis dias depois. “É por isso que essa doença se propaga, pois a pessoa está se sentindo saudável, mas está expelindo um vírus altamente contagioso”, apontou Flavia.

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