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Por: H2FOZ

Setor de serviços salva Foz de fechar 2019 com saldo negativo na geração de empregos

Setor de serviços salva Foz de fechar 2019 com saldo negativo na geração de empregos
Dos sete setores que empregam, apenas três tiveram resultado positivo na geração de empregos em Foz do Iguaçu, em 2019. (Foto: Marcos Labanca)

Foz do Iguaçu gerou 1.121 empregos em 2019, de acordo com o relatório divulgado na sexta-feira (24) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Foram 29.791 contratações e 28.670 desligamentos entre janeiro e dezembro.  

Dos três setores mais importantes na geração de empregos, só o de serviços fechou o ano com saldo positivo (crescimento de 3,49%). Houve ligeira queda no comércio (-0,O9%) e na construção civil (-0,04%).

A indústria de transformação, que também é uma boa fonte de empregos, teve resultado ainda pior, com diminuição de 1,56% nas vagas.

Aos números

O comércio, que já vinha claudicante ao longo dos meses, admitiu 9.553 trabalhadores e demitiu 9.569 (saldo negativo de 16 empregos). A construção civil perdeu uma vaga - criou 2.197 e demitiu 2.198. A indústria de transformação admitiu 1.196 trabalhadores e demitiu  1.231 (menos 35 vagas).

Dos oito setores que empregam (extrativa mineral, indústria de transformação, serviços industriais de utilidade pública, construção civil, comércio, serviços, administração pública e agropecuária), só três tiveram saldo positivo - serviços, agropecuária e administração pública.

Embora pouco importante para o setor trabalhista, a agropecuária criou 37 novas vagas em 2019 (admitiu 93 e demitiu 56). A administração pública gerou um emprego.

Turismo

Mas foram os serviços, principalmente aqueles ligados ao turismo, que permitiram a Foz do Iguaçu fechar o ano com saldo positivo. Durante o ano, o setor gerou 16.524 vagas e fechou 15.369, com saldo positivo de 1.155 empregos (3,49% de crescimento).

No Paraná, os municípios com melhor resultado foram Curitiba, com saldo de 29.325 postos de trabalho; Maringá (3.781); São José dos Pinhais (3.158); Cascavel (2.265) e Pato Branco (2.159).

O desempenho de Foz, graças ao setor de serviços, deixou a cidade em oitavo lugar no Paraná, à frente de Londrina (saldo de 465 vagas), por exemplo e de Ponta Grossa (922).

Mas Foz ficou bem abaixo da média paranaense de crescimento no número de empregos (24,2%) e também da média nacional (aumento de 21,63%).

Conjuntura

Para o secretário de Turismo, Indústria, Comércio e Projetos Estratégicos, Gilmar Piolla, "o resultado foi bom, apesar da conjuntura não muito favorável". Segundo ele, "a construção civil decepcionou, apesar do grande volume de obras públicas e privadas existentes no município".

Piolla disse que há a desconfiança de que a construção civil esteja usando bastante mão de obra paraguaia, o que não aparece no Caged. "O setor de serviços, especialmente o turismo,  salvou o nosso desempenho”, destaca o secretário.

Um empresário levanta a hipótese de que muitos registros de trabalho não são computados, porque são fruto da nova legislação. "O trabalho intermitente e temporário aumentou muito", diz o empresário, "mas mesmo com carteira assinada, esses empregos não são registrados".

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