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Por: Cláudio Dalla Benetta

Unesco deflagra a "guerra da chipa" entre Paraguai e Argentina

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A chipa é um prato tradicional consumido em todo o Paraguai. (Foto: Arquivo Última Hora)

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A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) publicou na rede social Instagram a fotografia de uma chipa e uma receita preparada pela Reserva da Biosfera de Yaboti, em Misiones, Argentina.

Ficou subentendido, segundo os paraguaios, que a chipa é argentina, ainda mais que o Paraguai não foi mencionado. Por isso, choveu reclamação na postagem.

O texto da Unesco descreve a chipa como um pão pequeno e saboroso, feito à base de amido de mandioca, ideal para acompanhar o café ou qualquer outra comida de desjejum. Uma das vantagens da chipa é que não contém gluten.

O jornal Última Hora lembra que, embora a chipa seja produzida também no Brasil e no noroeste da Argentina, o Paraguai é o país que a consome tradiconal e habitutalmente em todo o seu território, assim como o tereré.

A receita é herança guarani-jesuítica e é por isso que, além do Paraguai, também é consumida em outros países da região. É que nos anos 1600, quando chegaram as missões jesuíticas à América do Sul para evangelizar os nativos, não existia a divisão territorial atual entre Paraguai, Brasil e Argentina.

A postagem da Unesco teve quase 17 mil curtidas no Instagram e mais de 2.500 comentários, grande parte deles de paraguaios reclamando de a chipa se passar por argentina. Aliás, até alguns argentinos reconhecem que é um prato típico paraguaio.

Natureza

No texto do Instagram, a Unesco diz que, quando a comunidade da Reserva da Biosfera de Yaboti senta-se à mesa para saborear pratos feitos com ingredientes e know-how locais, isso é um modo de celebrar a vida e transmitir conhecimento, "demonstrando que os seres humanos podem viver harmoniosamente com a natureza".

A Unesco informa ainda que está colecionando receitas sustentáveis em reservas da biosfera de todo mundo para publicar em um livro. 

A publicação que gerou tanta polêmica. Pior, a Unesco ainda não respondeu nada.

Fonte: Última Hora

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