No dia em que chegam (poucas) vacinas, Paraguai tem recorde de mortes por covid-19

O Paraguai registrou um novo recorde de óbitos por covid-19, nas 24 horas até sexta-feira, 19. Foram 42 mortes, das quais cinco de pessoas entre 20 e 39 anos, 12 com idades entre 40 e 59 anos e 25 com mais de 60 anos.

Nesta nova fase da pandemia, o registro de mortes de pessoas com menos idade está sendo cada vez mais frequente, não só no Paraguai, como também no Brasil.

O Ministério de Saúde Pública do Paraguai confirmou também 2.006 novos casos positivos, cerca de um terço das 6.035 amostras analisadas. Desde o início da pandemia, 190.499 pessoas contraíram o vírus, que já provocou 3.662 mortes.

O número de recuperados chega a 156.754 pessoas.

UTIS LOTADAS

O jornal Última Hora noticiou que os 655 leitos de UTI existentes em todo o sistema público do país, assim como os 92 leitos para reanimação, estão totalmente ocupados.

A informação foi dada pela diretora de Serviços e Redes de Saúde, Leticia Pintos, na quinta-feira, 18, haviam sido habilitados 42 leitos de internamento e, na sexta-feira, 30 já estavam ocupados.

Ocupação das UTIs, no Paraguai, atingiu 100% pela primeira vez na sexta-feira, 19. Foto Arquivo UH

VACINAS

No mesmo dia de recorde de mortes e de ocupação total dos leitos de UTI, chegaram ao Paraguai as primeiras 36 mil doses de vacina adquiridas pelo governo por meio do mecanismo Covax da Organização Mundial da Saúde.

Elas se somam às 4 mil adquiridas da Rússia, às 20 mil doadas pelo Chile e às 3 mil doadas pelos Emirados Árabes Unidos. No total, 60 mil doses, insuficientes para atender todos os profissionais de saúde, permitindo apenas garantir a imunização daqueles que atuam na linha de frente no combate à covid.

Mas o ministro de Saúde Pública, Julio Borba, garantiu que até o final do mês serão recebidas outras 64 mil doses via mecanismo Covax. E, entre abril e maio, devem chegar mais 200 mil.

No total, portanto, o Paraguai deverá contar com 327 mil doses até o final de maio, suficientes para imunizar 163 mil pessoas, ou 2,2% da população.

Se este índice contasse para hoje, a situação estaria até melhor do que o percentual de pessoas que receberam duas doses no Brasil (1,6%) e na Argentina (1,2% da população). E até melhor do que o da Rússia (1,8%), conforme dados da Our World in Data.

Mas estes três países estão recebendo novas remessas de vacinas, e o índice em maio deverá ser bem maior que o atual.

Vale lembrar: pra chegar à chamada “imunização de rebanho”, quando o vírus torna-se praticamente perde a chance de ser transmitido, é preciso que pelo menos 70% da população estejam vacinados.

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Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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