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Editora lança versão atualizada do livro de Aluízio Palmar

Editora lança versão atualizada do livro de Aluízio Palmar
["O autor e o livro."]

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A Editora Alameda lança nesta sexta-feira, dia 26, em São Paulo, a edição atualizada do livro "Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?", do jornalista iguaçuense Aluízio Palmar.

Na obra, Palmar traz revelações sobre os últimos passos de seis guerrilheiros que estavam na Argentina e desapareceram ao ingressar no Brasil para promover ações armadas no Sul do país. 

O livro é o resultado de 26 anos de investigação jornalística e verdadeira obstinação em busca das circunstâncias das mortes e da localização da cova onde foram enterrados cinco brasileiros e um argentino, que insistiram em continuar a luta armada contra a ditadura militar, mesmo após a derrota das organizações guerrilheiras, em meados de 1974.

A julgar pelo que conta no livro "Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?", Aluízio Palmar não se isolou de algumas das mais arriscadas batalhas de seu tempo: a de uma geração que, cercada pela repressão da ditadura militar, optou pela guerrilha.

O fio condutor da narrativa é a busca a um grupo de desaparecidos políticos. Eles estavam exilados na Argentina e foram atraídos para uma armadilha na região Oeste do Paraná.

A história é simples e, na medida em que é contada  por um dos participantes ativos da resistência aos governos militares, traz ao leitor uma riqueza de detalhes, capaz de convencer também pela lógica e coerência de dados apresentados ao longo do livro.

A busca

Durante 20 anos, Palmar se dedicou a buscar pistas que o levassem a descobrir o paradeiro dos desaparecidos políticos. As pesquisas nos arquivos da ditadura, as memórias reveladas no decorrer de suas andanças e as contextualizações fazem do livro uma verdadeira e didática aula de história contemporânea.

É um relato extremamente cuidadoso - do ponto de vista literário, político e afetivo - de uma experiência muitíssima rica, de alguém que viveu intensamente o seu tempo e que conheceu, como poucos de nós, a realidade dessa parte de nosso continente durante o período das ditaduras militares.

 

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