H2FOZ - Foz do Iguaçu
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Outrora 23 é o agora em nosso quintal deste mundão

Outrora 23 é o agora em nosso quintal deste mundão
Da esquerda pra direita, André, Rick, Rafa e Casara. Na selfie, Guinha.

H2FOZ - Alexandre Palmar

Banda de rock autoral de Foz do Iguaçu, Outrora 23 surgiu em 2009, morreu e voltou quase com a mesma galera. Só trocou o baixista. O grupo é formado por André Martins (vocal e letras), Rick Fontoura (guitarra e produtor), Douglas Guinha (bateria), Rafa Lima (guitarra) e Marcelo Casara (baixo).

Em um bate-papo com o H2FOZ, o vocalista e letrista André Martins conta que “talvez fugir do cover nos faça querer mais. Esse querer mais é a nossa atitude nos fazendo ir além. Falar de amor, de cotidiano, sonhos, violência e política sempre foi a cara do verdadeiro rock-n-roll. É isso que vamos fazer”. 

Quando vocês montaram a banda?
Montamos a banda em 2009 e nos reunimos a última vez em 2012. Só tocávamos cover. Decidimos voltar em novembro de 2017, mas dessa vez para tocar apenas música autoral.

Qual origem do nome Outrora 23?
Lá em 2009, a galera toda estudava e trabalhava. Nós não tínhamos muito tempo e horário pra estar juntos e fazer um som no estúdio. Ou seja, que horas vamos tocar? Outra hora, outra hora, que horas? Após as 23 horas... Outrora 23... que pode remeter ao passado, pode remeter a nossas influências musicais de outrora.

Todo som da banda é autoral. Por que trilhar esse caminho da música? 
Nós amamos música, e o som autoral, desde letras e a melodia, nos desafia e nos faz ir adiante. Com isso abre portas. O rock nacional vive esse momento de transição. O Outrora 23 quer estar inserido nesse momento e com sua identidade.

 

Qual é a inspiração para as letras? Quem as escreve?
As letras da banda são escritas por mim. Devo ter hoje 800 letras escritas. A banda faz as melodias. A inspiração vem de absolutamente tudo que eu vivo, absolutamente tudo que acontece na minha vida, ou que eu presenciei, estão nas letras do Outrora.

Impressão minha ou vocês curtem e têm influência, no rock nacional, de bandas como Charlie Brown e CPM 22?
Absolutamente. Eu sou um fã declarado do CBJR. Esse amor tenho na pele em duas tatuagens em homenagem à banda. Toda galera do Outrora tem um respeito enorme por todo o legado do CBJR. Temos sim uma sintonia com o rock e o hard nacional, que inclui Raimundos, Tianástacia, CPM 22, Ultraje, ou seja, bandas de personalidade e de muita atitude e com som autoral, que nos prova que isso vale a pena, apesar de ser um longo caminho.

Peguei uma declaração sua dizendo que "cada membro da banda é de uma cidade" e todos gostam de Foz. É isso?
Foz é nosso quintal, por isso o clipe [O mundo é um quintal bem melhor] foi uma homenagem a Foz. Sou do estado de São Paulo. Cada membro da banda vem de uma cidade aqui do Paraná. Foz nos recebeu, nos fez crescer muito como pessoas. Hoje temos um orgulho imenso de dizer que o O23 é de Foz. Essa é nossa base de amizade, familiar e musical.

 

Os videoclipes mostram uma grande paixão por Foz. Confere?
É isso. Como te disse antes, Foz é nosso quintal. Temos orgulho demais dessa cidade, dessa vibe que Foz nos passa, da inspiração que temos em escrever aqui, e a vontade de levar o nome da cidade ainda mais longe e, dessa vez, com o rock, com nossa música e nossa identidade.

Já se apresentaram em Foz? Onde e quando?
Quando decidimos voltar com o Outrora, nossa ideia foi fazer nosso som, produzir nossas músicas e ver o que iria rolar. Aí, em 30 de dezembro de 2017, lançamos no YouTube a música No Clima, fomos surpreendidos com o retorno da galera e até pelos views, tendo em vista que não fizemos propaganda. 
Então decidimos tirar 2018 para lançar dez músicas inéditas. Já lançamos cinco e vamos tirar o ano todo para entrosamento da banda. Em 2019 todas essas lançadas serão produzidas e gravadas num dos maiores estúdios da América Latina.
Nossa ideia é lançar um álbum já denominado [O meio do início] no primeiro semestre do ano que vem. E já no final deste ano começar a tocar pra galera da cidade, já esquentando o clima pra 2019, que promete.

Vocês viajarão para São Paulo esta semana. Qual é a boa? 
Eu viajo representando a banda na terça-feira, dia 19. Vou pra São Paulo, lá no Midas Estúdio, do talvez maior produtor do Brasil, Rick Bonadio. Vou passar uma tarde lá com o Rick trocando ideia sobre o Outrora 23, sobre a pegada das músicas já lançadas, recebendo um feedback foda dele, além de ser uma tarde de aprendizado musical e sobre ferramentas para lançamentos de músicas e toda plataforma digital. Essa porta se abriu muito pelo som autoral da banda e esse estilo musical que vai de uma música mais suave com violão até música mais pegada, com clara indignação política.

Como a tecnologia e a internet têm ajudado a difundir o som?
Iniciamos nosso som através do YouTube, no canal do Outrora 23. Só essa ferramenta nos levou até Marcão Britto, ex-guitarra do CBJR e vocal da Bula Rock. Também nos fez receber um belo feedback do Tadeu Patolla, produtor e o cara que descobriu o CBJR. E por último uma galera do Estúdio Fusão, entrou em contato com a banda elogiando o som e nos abrindo as portas.
A internet tem o poder de elevar um bom trabalho, mesmo sendo feito longe de grandes capitais, ou seja, receber um retorno de pessoas influentes da música. Dá a noção exata que o caminho é esse. Há um mês também nos jogamos no Spotify, Deezer, ou seja, estamos abrindo esse leque.

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