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A leitura e a visão do mundo

(Foto: Imagem ilustrativa/Pixabay)

José Afonso de Oliveira

Lembro-me de que na década de 60, do século passado, havia uma editora muito afamada que tinha um slogan interessante e real, o qual dizia o seguinte: quem não lê não fala, não ouve e não vê.

A leitura é algo recente, no sentido de sua disseminação para todas as pessoas, fato esse que começou a existir somente agora, nestes últimos 500 anos. Foi Gutemberg que, inventando a prensa de tipos móveis, possibilitou que os livros começassem a existir, substituindo pergaminhos que eram escritos à mão nos conventos medievais.

Matinho Lutero popularizou essa nova invenção no momento em que traduziu a Bíblia para o alemão e que, graças aos livros, possibilitou que rapidamente os alemães tivessem acesso a todo esse conhecimento.

Em que pesem todos esses fatos, ainda existem números muito consideráveis no mundo de pessoas analfabetas, o que é uma verdadeira excrescência.

"Com a leitura podemos ter visões de mundo muito mais profundas."

Mas com a leitura podemos ter visões de mundo muito mais profundas, graças aos avanços do conhecimento científico/tecnológico ou mesmo ao sabor de sentimentos e paixões tão bem colocados por toda a literatura internacional.

Passamos assim a ver a sociedade com outras formas muito mais abstratas, pois nem sempre são visíveis, porém as leituras passam a enfocar aspectos muito interessantes.

O número de escritores hoje é enorme; há escritos sobre todos os assuntos, e podemos observar que lançamentos de livros são acontecimentos quase que corriqueiros com presença muito significativa de pessoas bem qualificadas.

Além disso, as universidades aperfeiçoaram, e muito, a arte de escrever com os seus vários cursos de Letras, Literatura... enfim, com o surgimento de um conhecimento bem estruturado e muito aperfeiçoado.

Tudo isso faz com que tenhamos a sensação de vivermos em um mundo muito diferente, muito rico e que caminha, aceleradamente, para novas etapas. Para tanto a introdução dos sistemas informatizados amplia e favorece muito toda a leitura para inúmeras pessoas mundo afora.

Contudo ainda temos culturas, muito antigas e presentes, não alfabetizadas, mas ideográficas, como é o caso do japonês, chinês e árabe. Mesmo assim a leitura nessas culturas avançou muito, constituindo uma nova forma de ver e entender o mundo.

* José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.

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