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A questão ambiental

(Foto: Marcos Labanca/Arquivo)

* José Afonso de Oliveira

Hoje, mais do que nunca, a questão ambiental está na ordem do dia. Muitas reuniões, discussões, publicações, enfim, o mundo fala da questão ambiental por ser ela essencial neste momento em que estamos vivendo.

É plenamente conhecido e sentido por todas as pessoas o brutal crescimento da economia, tanto em termos nacionais quanto globais. Isso exige uma grande extração de matérias-primas, vegetais e animais e, do outro lado, alimenta um consumo que parece não ter mais fim.

Dado esse fato, é muito difícil discutir e, pior ainda, colocar em prática novas formas de relacionamento do homem com o meio natural, de sorte a não ocorrer mais agressão, propondo um clima de equilíbrio.

Mas temos urgência, pois da forma como estamos tratando o ambiente natural isso nos empurra para uma crise, essa sim sem retorno, o que é catastrófico para toda a humanidade, podendo inviabilizar a vida no planeta.

À medida que o desenvolvimento científico tecnológico atual e futuro vai realizando-se, novas formas de produção estão sendo geradas, exatamente permitindo um menor desgaste do ambiente natural. Assim, alimentos, vegetais e animais, matérias-primas industriais, tudo isso começa a ser produzido em laboratório de forma a não mais necessitar de nenhuma parte extraída da natureza.

Da forma como estamos tratando o ambiente natural isso nos empurra para uma crise, essa sim sem retorno, o que é catastrófico para toda a humanidade, podendo inviabilizar a vida no planeta.

Mas é muito importante que novas atitudes e comportamentos possam ser disseminados na sociedade, de sorte a termos melhorias muito significativas e imediatas. Pensemos, por exemplo, na reciclagem, que pode ser realizada por meio da separação do lixo, e no seu recolhimento para uma indústria que trabalhe exatamente com o reprocessamento de todo esse material existente.

De uma forma única diminuímos o lixo urbano em seus depósitos, ao mesmo tempo em que geramos novas fontes produtivas que terão uma excelente aceitação no mercado de bens.

O que temos de evitar urgentemente é mantermos hábitos, costumes, que implicam agressões ambientais ao mesmo tempo em que possamos ter também outras atitudes, como atividades escolares e recreativas que permitam discutir e desenvolver novos procedimentos, sendo que isso precisa ser realizado com a urgência que a natureza exige da sociedade, não existindo mais tempo útil para adiar essas decisões.

José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.