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A sociedade em Foz do Iguaçu

(Foto: Pixabay)

José Afonso de Oliveira (*)

Vivemos uma situação muito distinta e, mesmo atualmente, muito concreta e real de uma enorme variação cultural no quadro da atual globalização.

Na globalização do século 16, os diferentes dos europeus eram escravizados ou eliminados, mortos por serem de culturas ditas estranhas, que simplesmente teriam de ser destruídas.

Hoje, em parte, isso está superado. No entanto, infelizmente, persistem grandes e abissais diferenças sociais, que só têm aumentado nos últimos tempos.

Mas mesmo com essas gritantes diferenças pautamos a nossa sociedade em Foz do Iguaçu pelo convívio harmonioso com culturas distintas, muitas delas em conflito nos seus locais de origem, mas que aqui se respeitam e buscam viver bem, da melhor maneira possível.

Além disso, por estarmos na fronteira da Argentina e do Paraguai, conseguimos criar um clima de convívio com as cidades vizinhas de Puerto Iguazú, na Argentina, e Ciudad del Este, no Paraguai, tendo inclusive ônibus municipais diários ligando as três cidades.

Tudo isso faz da sociedade existente nesta região, centrada em Foz do Iguaçu, uma nova realidade que, cada vez mais, vai impondo-se no mundo atual, em que pesem atualmente problemas sérios de intolerância cultural, religiosa e de outras espécies, que colocam enormes obstáculos para a convivência diária das pessoas.

Devemos reforçar os nossos laços de aproximação e convivência, especialmente com as várias e diferentes culturas existentes na cidade – e, mais ainda, com nossos vizinhos argentinos e paraguaios.

A realização de festivais culturais de música, dança, cinema, teatro e outras formas existentes, como sejam as redes sociais e suas manifestações, deve ocorrer amplamente com o propósito de se ampliar a convivência com os diferentes; em nosso caso com as várias culturas com as quais convivemos diariamente.

Isso vai possibilitar um enorme incremento turístico para a cidade e região, ampliando grandemente todo o escopo econômico que vai permitir ganhos muito significativos para todos os habitantes de Foz.

Tudo isso demanda uma nova cultura, na qual os diferentes são valorizados ainda mais, na construção de uma nova mentalidade que possibilite um maior incremento turístico para a cidade, redundando em melhoria de qualidade de vida para todos.

José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.