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Clima cultural universitário

Prof. José Afonso de Oliveira

Estamos vivendo, neste ano, os 40 anos de instalação dos primeiros cursos universitários na cidade. Nesse período, relativamente curto, muita coisa aconteceu – e fico aqui com as melhores. 

Nossos jovens não precisam mais, como ocorria no passado, dirigir-se para outras cidades com a finalidade de fazer seus cursos universitários. A cidade já atende praticamente a todas as necessidades com oferta de todos os cursos existentes nas várias modalidades do ensino superior. 

Mas, por incrível que possa parecer, não foram constituídos momentos culturais pelos estudantes universitários. Não há, por exemplo, um bar universitário que favoreça o desenvolvimento da música nem existem grupos de teatro que possam trabalhar temáticas próprias e interessantes do ambiente universitário.

Como temos hoje cursos em nível universitário de várias artes, destacando-se música, cinema e outras, é de se esperar que possamos finalmente criar uma determinada cultura universitária na cidade que tenha características próprias.

Dada a nossa realidade de convivermos numa tríplice fronteira e, mais ainda, da possibilidade de uma integração latino-americana até com uma universidade federal nesse foco, podemos sugerir que a temática latino-americana – com sua musicalidade muito rica, seu teatro, poesia, literatura, cinema... – possa ser devidamente trabalhada em pontos de encontro da cidade, sejam eles bares, centros especialmente criados para essa finalidade e outros tantos locais que a criatividade das pessoas vai trabalhando.

A Fundação Cultural pode e deve subsidiar formas de organização de espaços e de eventos que permitam esse maior entrelaçamento dos universitários da nossa cidade, pois tudo isso cria um clima de festa, de alegria e de contentamento e, mais do que isso, exerce o direito de possibilitar a criatividade, tanto individual quanto em grupo.

Isso hoje reveste-se de grande importância, afinal, na atual sociedade do conhecimento em que estamos todos inseridos, é preciso criar formas de vivência que permitam novos processos produtivos que atendam às necessidades deste momento em que o trabalho vem sendo sistematicamente substituído por máquinas e equipamentos muito eficazes. 

É pensando nessa nova sociedade e propondo novas atividades que centramos tudo isso nos universitários, que representam o futuro.

José Afonso de Oliveira é professor e sociológo em Foz do Iguaçu.

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