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Novos rumos

Foz do Iguaçu, cidade brasileira fronteira com Argentina e Paraguay (Foto: Marcos Labanca)

Prof. José Afonso de Oliveira

É evidente que a pandemia que estamos vivendo está mudando as nossas vidas pessoais, e não sabemos ainda se para melhor ou para pior, porém o fato é que não serão mais as mesmas. 

Mas também estão mudando as relações existentes na nossa sociedade, em que tudo parecia estar estabelecido dentro de uma certa ordem, e agora tudo corre sérios riscos de mudanças profundas que podem gerar crises muito graves.

Tudo isso, infelizmente, é bem mais real do que podemos verificar agora, mas temos de pensar e agir para não sermos pegos de surpresa.

Para tanto, as instituições públicas, lideradas pela Prefeitura de Foz do Iguaçu, devem organizar um grande projeto, contando para isso com a participação das universidades locais, visando a analisar tudo o que está acontecendo, fazendo previsões para o futuro próximo e o mais distante.

Temos, por exemplo, um excedente de mão de obra na cidade que deve sofrer um grande impacto dadas as condições que serão apresentadas por Ciudad del Este e mesmo todo o Paraguai. Onde e como essa gente poderá ser empregada é uma boa pergunta para iniciarmos os nossos trabalhos.

Em outro polo, não menos importante, novos investimentos podem ser realizados com vistas a uma ampliação dos nossos setores produtivos. Para tanto é preciso projetar cenários de futuros que sejam viáveis.

Em curto prazo, algumas ações devem ser tomadas, como a realização de alguns serviços de limpeza, embelezamento de logradouros públicos que possam gerar ocupação de mão de obra e renda para manter muitas famílias. Isso é absolutamente essencial, pois do contrário teremos situações muito complicadas, não se descartando atos de aumento de violência na cidade.

Os sindicatos devem participar e ajudar na realização de cursos de vários níveis para atividades já existentes e outras que vão aparecer para melhorar a qualidade dos trabalhos prestados e, ao mesmo tempo, prever a ocupação de uma mão de obra ociosa que pode trabalhar em um turno e estudar em outro turno ou também a distância.

O importante mesmo é não ficar reclamando do passado, afinal, por mais que isso seja dolorido, não resolve os nossos problemas.

* Prof. José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.
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