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O ontem e o amanhã

Prof. José Afonso de Oliveira

Ninguém mais consegue viver o ontem, pois esse se foi. Nada neste mundo retrocede ao dia passado; vivemos sempre no presente, em que um dia foi ontem e outro dia será o amanhã. Mas nem o ontem pode ser novamente vivido como o amanhã só será vivido quando se tornar presente.

Muitas pessoas, e não são poucas, diante da crise do presente no qual estamos todos inseridos, pensam sempre no ontem como muito melhor do que o presente. Todos tinham bons empregos, ganhavam bem, passeavam... enfim, viviam um momento paradisíaco que, infelizmente, foi-se para sempre. Portanto para muita gente o ontem é infinitamente melhor do que o presente crítico em que nos encontramos.

Também diante desse presente, muito ou pouco indesejável, muita gente tem pressa que o futuro chegue logo, pois ele significa a superação da crise que estamos vivendo. 

Sempre tudo isso existiu, mas ocorre que atualmente tudo está muito mais acelerado. O passado desaparece muito rapidamente, e o futuro se torna presente também com incrível rapidez e grande intensidade. Diante desse fato ficamos todos perplexos e mesmo muito desorientados, porque tudo aquilo que até ontem funcionava, e muito bem, agora já não funciona mais, e não vislumbramos nada que possa substituir o que está no passado.

Esses que são fatos do nosso dia a dia tendem a ser cada vez mais profundos e muito mais velozes. Vivemos no mundo da velocidade incalculável. Pela frente existem novas possibilidades que vão impactar fortemente a vida de todas as pessoas no planeta. Isso mesmo, a globalização na qual estamos inseridos é algo inédito na história da humanidade, ao menos nas proporções em que ela hoje se apresenta. 

Revoluções na física, química e biologia originando novas áreas do conhecimento como a física quântica, a neurociência, a biologia molecular e tantos outros procedimentos estão proporcionando grandes transformações mais acentuadas ainda com os algoritmos sofisticados, a inteligência artificial, a bioinformática... enfim, com tudo aquilo que já começa a despontar.

Tudo isso vai exigir uma nova sociedade, novos padrões de enriquecimento, de cultura, e uma vida muito melhor, mais justa, fraterna, solidária de todos com todos e de todos com a natureza, mantendo as condições de vida no planeta, essenciais para que possamos todos ter uma vida muito melhor.

José Afonso de Oliveira é professor e sociológo em Foz do Iguaçu.