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Transportes na cidade

Professor José Afonso de Oliveira

À medida que as cidades crescem, há uma maior ocupação do espaço que pode, até determinados limites, ser resolvido por meio da verticalização da ocupação. Claro que isso gera outros problemas, mas inegavelmente a indústria automobilística, carro-chefe do processo industrial, vai criando necessidades.

Anualmente novos carros são colocados no mercado, indicando a necessidade de melhorias gerais no trânsito, que são realizadas com asfaltamento das vias públicas, construção de viadutos, tudo isso com custos excessivamente elevados, mas realizados em detrimento do atendimento de outras demandas sociais.

Foz do Iguaçu vive uma situação atual de crise no trânsito que tende ao agravamento. Já estão sendo perceptíveis, ao menos em horários de maior volume de tráfego, situações de engarrafamento. Ao passo que pouco ou nada vem sendo feito, precisamos pensar o presente com vistas ao futuro.

Uma das soluções viáveis diz respeito às melhorias do sistema de transporte urbano de massa. Sendo uma concessão do poder público, ele pode perfeitamente intervir para propor melhorias que possibilitem um transporte de grande número de pessoas, confortavelmente acomodadas, visando a desafogar o trânsito da cidade. Sem isso as demais soluções que venham a ser propostas serão de alto custo e de grande complexidade se pensarmos em desapropriações para alargamento de ruas e avenidas.

Uma outra questão são as condições das pessoas dirigindo pela cidade. O número de acidentes é muito elevado, indicando vários problemas, mas talvez o cerne deles seja a má educação reinante: cada condutor pensa ser o dono da rua ou avenida em que está trafegando. Ruas e avenidas estão bem sinalizadas, porém o desrespeito é enorme.

Campanhas de educação para o trânsito nas escolas e fora delas, panfletagem nas paradas de trânsito, programas que possam ser feitos nas redes sociais, tudo isso é muito bom e pode mesmo mudar o comportamento dos condutores, melhorando significativamente a vida das pessoas. É preciso entender que o carro serve tão-somente para o transporte, e não para corridas e outros excessos, afinal todos querem e precisam locomover-se na cidade com tranquilidade e máxima segurança; do contrário fica difícil a convivência, com sérias consequências conforme estamos verificando, acarretando possíveis danos às pessoas.

* José Afonso de Oliveria é professor e sociólogo em Foz do Iguaçu.

Foto: Marcos Labanca

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