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Vamos brincar

(Foto: Pixabay)

José Afonso de Oliveira

Isso mesmo, vamos brincar, pois essa atividade é muito importante e necessária para o bem viver em sociedade. É por meio dela que aprendemos também a viver em sociedade, porque quem não brinca, além de ter um humor terrivelmente negativo, não consegue viver bem em coletividade.

Da mais tenra idade até o fim de nossa vida, sempre brincamos. Quando criança, as brincadeiras nas ruas, nos campos de futebol, nas escolas, enfim, em vários e diferentes momentos nos ensinam muitas coisas: por exemplo, a necessidade de outras crianças para jogarmos quer seja futebol ou outros esportes.

Além disso, jogando a gente aprende que as modalidades esportivas – e são várias e diferentes – têm regras estabelecidas e aceitas pelos jogadores, e há autoridade, quer de um jogador, capitão do time no futebol e de um juiz, que decide a respeito de faltas, valida ou não pontos, enfim, detém um poder enorme que não pode nem deve ser contestado.

Na vida adulta também brincamos de formas distintas e bem diferentes.

Em outras brincadeiras, e aqui talvez a criatividade seja muito maior, situações novas são propostas, aceitas por todos os participantes, e os jogos vão acontecendo. Mas brincar é também um excelente exercício de memória, inteligência e, principalmente, criatividade. Isso mesmo, as crianças ficam imaginando situações, geralmente reproduzindo atos da vida adulta a que assistem e reproduzem no seu universo infantil. Imitam professores, médicos, bombeiros e por aí vai, revelando que estão realmente entendendo, no contexto do seu universo, o significado do viver em sociedade.

Mas na vida adulta também brincamos de formas distintas e bem diferentes. Realizamos as festas, que são sempre momentos de intensa alegria, contentamento e nas quais expressamos muito de tudo aquilo que vivemos.

Pensemos em nossas festas religiosas ou laicas, como o carnaval, em que todos vão para as ruas fantasiados, cantando, dançando e expressando a vida da nossa sociedade, especialmente nos sambas-enredos, nos quais contamos a nossa história de uma maneira forte, porém muito agradável.

Brincamos também contando as nossas piadas, em que sempre fazemos crítica social, muito benfeita e que tanto nos diverte. O brincar faz parte da vida, da mesma maneira que o ato de trabalhar, estudar e todas as coisas que realizamos.

* José Afonso de Oliveira é sociólogo e professor universitário em Foz do Iguaçu.