Cuidados paliativos atendem 1.000 pacientes em três anos no Hospital Costa Cavalcanti

Alexandre Palmar – H2FOZ

Oferecer uma abordagem para melhorar a qualidade de vida de pacientes (crianças e adultos) com problemas associados a doenças que ameacem a sua vida, bem como a de seus familiares. Esse é um dos objetivos dos cuidados paliativos oferecidos pelo Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu.

Essencial para garantir o atendimento humanizado, desde 2017 a equipe multidisciplinar da unidade é formada por um médico clínico geral, uma enfermeira, uma psicóloga e uma assistente social – todos profissionais exclusivos para esse tipo de tratamento. Há cerca de três meses, conta com a atuação de mais uma médica. 

Para ser mais exato, a equipe completa três anos de atendimento nesta segunda-feira, 3, totalizando mais de mil pacientes e 12 mil atendimentos individuais ao somar o trabalho de cada profissional. Assistências essas prestadas principalmente para pacientes com câncer e doenças do coração, mas também de outros setores. 

Vale destacar que as consultas médicas realizadas no ambulatório são integrais, tendo sempre pelo menos 40 minutos de duração, como preconiza o Ministério da Saúde (por meio da Câmara Técnica de Cuidados Paliativos) e a ANCP (Academia Nacional de Cuidados Paliativos) para uma boa comunicação. 

Afinal, o trabalho busca prevenir e aliviar o sofrimento por meio da identificação precoce, avaliação correta e tratamento da dor e de outros problemas, sejam eles físicos, psicossociais ou espirituais, afirmou o médico Cesar Iria Machado, que é membro da ANCP. Aquele é o tempo mínimo para dar a devida atenção ao paciente, criar vínculos e abordar assuntos difíceis, como a morte.  

Perfil dos pacientes – Pode ser direcionada para cuidados paliativos toda pessoa afetada por uma doença, aguda ou crônica, que ameace a vida. A demanda maior é na oncologia, mas a proposta do Costa Cavalcanti é atender em todas as áreas. “A gente pode trabalhar com pacientes com doenças cardiológicas, neurológicas, renais e pulmonares”, exemplificou. 

Abordagens envolvem principalmente pacientes com câncer e doenças do coração – Foto: Nilton Rolin

Segundo ele, o cuidado paliativo, por definição, é ofertado a paciente com doença grave, que pode ser progressiva e que ameace a vida, porém não necessariamente irreversível ou com perda da vida num curto período. “Para além do físico e da dor, a especialidade atende o social, o emocional e o existencial.”  

Equipe – A frente do cuidados paliativos no hospital desde agosto de 2017, Cesar Iria Machado informou que na unidade hospitalar a abordagem está concentrada na oncologia e na cardiologia atendidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e convênios. Atualmente o ambulatório de cuidados paliativos acompanha cerca de cem pacientes com câncer e alguns com doenças do coração.

“Há três anos a gente sempre realiza reuniões semanais para discutir os casos e definir as melhores abordagens aos pacientes e familiares”, destacou Machado, citando a enfermeira Franciele Basso, a assistente social Elis Nodari e a psicóloga Alexamara Rodrigues. A médica Ana Paula Romanini ingressou na equipe no primeiro semestre de 2020 e hoje é coordenadora da  Unidade Intra-Hospitalar dos Cuidados Paliativos.

Cesar Iria Machado é formado em Medicina pela UEL (Universidade Estadual de Londrina), em 1999. Também tem seis anos de experiência no programa Saúde da Família do SUS, 11 anos na função de plantonista em UTI e possui pós-graduação em Cuidados Paliativos pelo Albert Einstein Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa, em 2017. 

Desde 2004 em Foz, o médico contou que sempre gostou das abordagens a pacientes e familiares em estado crítico. “Diariamente procuro dar a mesma atenção e carinho para cada pessoa”, concluiu o profissional ao comentar o trabalho nestes três anos de dedicação exclusiva aos cuidados paliativos no Hospital Ministro Costa Cavalcanti.

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