Infestação do mosquito em alta e nova epidemia à vista. Ações contra a dengue em Foz serão intensificadas

H2FOZ – Paulo Bogler 

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) identificou alta no índice de infestação da forma adulta do mosquito transmissor da dengue, reforçando o risco de nova epidemia em Foz do Iguaçu. A cidade tem 538 notificações e 82 casos confirmados da doença, conforme contagem iniciada em agosto – números acima da média dos anos anteriores.  

Realizado entre os dias 14 e 18 de setembro, o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) reuniu amostras em 4.807 imóveis, com leitura de 2.499 armadilhas do mosquito. O resultado da apuração dos técnicos em saúde é o seguinte:

– Índice de Infestação Predial (IIP) de 0,85% (forma imatura do mosquito), demonstrando que menos de 1% dos imóveis vistoriados apresentaram criadouros do mosquito; e

– Índice Predial de Armadilhas (IPA) de 16,60%, indicando que a cada 100 armadilhas lidas, em cerca de 17 delas foram capturados mosquitos, o que significa “alto risco para epidemias de doenças” transmissíveis por esse vetor. 

Chefe do CCZ, Carlos Santi explica que, devido à pouca chuva no período, o Aedes aegypti busca reproduzir-se em depósitos como caixas, tonéis, cisternas, entre outros. “Quando não cuidados adequadamente, acabam se tornando uma ótima opção para o desenvolvimento de formas jovens do Aedes aegypti”, explica.

A fim de evitar uma nova epidemia de dengue em Foz do Iguaçu, o comitê local anunciou que irá intensificar as ações de combate. A partir de segunda-feira, 28, ocorrerão vistorias de agentes de saúde e de combate a endemias concentradas no Porto Meira (Ouro Verde, Jardim das Flores, Morenitas) e Jardim São Paulo (Jardim Manaus, Campos do Iguaçu, Panorama e Copacabana).

Essas localidades apresentaram maior infestação do Aedes aegypti. A região Morumbi, que abrange Jardim Europa e Portal da Foz, também receberá o trabalho dos agentes de saúde a partir da próxima semana. O trabalho das equipes consistirá em:

– fiscalização em imóveis fechados e terrenos baldios;

– vistorias em caixas-d’água e piscinas abandonadas;

– roçadas;

– desobstrução de bocas de lobo; e

– orientação sobre a coleta de lixo (orgânico e reciclável). 

(Com informações da Agência Municipal de Notícias)

error: O conteúdo é de exclusividade do H2Foz.