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Só em Assunção e nos nove municípios vizinhos, as enchentes afetaram, de alguma forma, cerca de 2,5 milhões de paraguaios. Mas as enchentes não se limitam à região central do Paraguai. Quase todo o país enfrenta o problema, que se agravou ainda mais com a chuvarada de sexta-feira, 10.
O prefeito de Assunção, Mario Ferreiro, pediu ao presidente Mario Abdo Benítez que declare emergência nacional, o que ajudaria a acelerar os trabalhos onde há necessidade de ações imediatas.
O tempo melhorou um pouco no sábado e, pra este domingo, também a tendência é de melhora. Mas ainda há previsão de chuvas esparsas e os rios continuam subindo, principalmente o Rio Paraguai, que só no sábado, em Assunção, subiu 17 centímetros.
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A infraestrutura para enfrentar enchentes mostrou-se mais uma vez insuficiente, tanto em Assunção quanto em outrs municípios, como Pilar, que há muitos anos enfrenta problemas com cheias do rio.
E por quê?
A especialista em ciências ambientais Antonia Ramona Martínez Brignardello disse que as consequências das chuvas são ainda mais graves porque o Paraguai, cada vez mais, vem perdendo cobertura florestal, substituída pelo plantio de soja e criação de gado.
Segundo ela, é urgente que as autoridades nacionais entrem em ação para evitar que a natureza, cansada, se vingue das ações do homem. "Deus perdoa, mas a natureza, não", disse.
As intensas chuvas, as rajadas de vento, a queda de granizo e as tormentas elétricas são resultado deste cansaço da natureza, que precisa ser evitado com uma campanha de reflorestamento para deter a devastação massiva feita pelo produtos de soja e de gado, disse.
"Devemos entende