A violência obstétrica e a humanização no parto serão debatidas em audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), na próxima segunda-feira, 30, a partir das 9h.
Realizada em parceria com a Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiras Obstetras (Abenfo/PR), a audiência é uma proposição do deputado estadual Goura (PDT). Na ocasião, será discutido o Projeto de Lei 609/2020 e outras propostas em tramitação no Congresso Nacional que versam sobre a reforma obstétrica em geral.
O Projeto 609/2020 trata da presença de enfermeiras obstetras em todas as maternidades, casas de parto e estabelecimentos hospitalares congêneres da rede pública e privada do Paraná.
De acordo com o deputado Goura, é preciso unir forças na luta por uma reforma obstétrica centrada em direitos humanos, com justiça reprodutiva e autonomia das mulheres sobre seu próprio corpo.
Segundo ele, no Brasil, uma em cada quatro mulheres sofre violência obstétrica. “Isso não é exceção, é resultado de um modelo desigual e excessivamente intervencionista”, afirma.
Além de Goura, assinam o PL 609/2020 as deputadas Cantora Mara Lima (REP), Cristina Silvestri (PP), Luciana Rafagnin (PT), Mabel Canto (PP) e Maria Victoria (PP).
A audiência será realizada no Auditório Legislativo e terá transmissão ao vivo pelo YouTube da Alep.
Cartilha trata da violência obstrética
Durante a audiência, será lançada a terceira edição da cartilha Violência Obstétrica — saiba o que é, como evitar e onde denunciar.
A publicação é uma produção do mandato Goura e contou com a consultoria da Abenfo/PR, da Rede Feminista de Saúde e do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres da Defensoria Pública do Paraná (Nudem).
Além da cartilha, serão apresentados dados do último relatório do Observatório de Violência Obstétrica do Nudem.
(Com informações da assessoria de comunicação da Alep)


