As políticas públicas voltadas para a população indígena, quilombola, migrante e refugiada da Região Oeste entraram em pauta na agenda do deputado estadual Goura (PDT), durante visita aos municípios de Marechal Cândido Rondon, Guaíra e Terra Roxa, no início deste mês.
Uma das principais demandas, segundo o parlamentar, é a ampliação das áreas para a população avá-guarani nos municípios afetados pela barragem de Itaipu.
Um acordo de reparação histórica, que prevê a compra de três mil hectares de terras para os avás-guaranis que vivem na Região Oeste e somam aproximadamente 5,8 mil pessoas, foi assinado pelo Conselho Administrativo da Itaipu Binacional.
O acordo foi elaborado no âmbito da Ação Civil Originária (ACO) n.º 3.555, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e discute a reparação aos indígenas afetados pela inundação de terras causada pela construção da Itaipu.
Na passagem pela região, o deputado esteve na Terra Indígena Tekohá Guasu Guavira, onde conversou com o cacique Marciliano e outras lideranças. A visita foi acompanhada pelo técnico da Itaipu Binacional Anderson Gibathe, que integra o Projeto OPANÁ: Chão Indígena.
O projeto é iniciativa da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), por meio do Programa CAPA, em parceria com a Itaipu Binacional, sendo voltado para a segurança alimentar indígena.
São contempladas pelo projeto 32 comunidades guaranis (avá e mbya), distribuídas em dez municípios paranaenses: Guaíra, Terra Roxa, Santa Helena, Itaipulândia, Pontal do Paraná, Paranaguá, Antonina, Guaraqueçaba, Morretes e Piraquara.
Refugiados e quilombolas
Em Marechal Cândido Rondon, Goura esteve na nova sede da Embaixada Solidária, organização que trabalha com o acolhimento de migrantes e refugiados e com a inserção no mercado de trabalho, a qual recentemente foi vandalizada.
Com sede em Toledo, o projeto existe há 11 anos e atende pessoas de mais de 40 nacionalidades. Saiba mais sobre o trabalho da Embaixada Solidária aqui.
Já em Guaíra, o deputado se reuniucom lideranças políticas na casa e ateliê do Frei Pacífico. Aos 90 anos, Frei Pacífico é um dos grandes nomes da arte guairense.
Ex-frei franciscano, ele já passou por conventos de vários países e retornou ao Brasil em 1975. Em 1979, casou-se, constituiu família e transformou sua casa em um recanto ecológico dedicado à arte, à cultura e à preservação ambiental.
Durante o encontro, foi discutida a necessidade de fortalecer políticas públicas voltadas ao acesso à educação. Também estiveram na reunião lideranças locais, professores e integrantes da Comunidade Quilombola Manoel Ciríaco dos Santos, com quem foram debatidos os desafios e o fortalecimento da comunidade.
A comunidade quilombola, onde vivem 23 pessoas, fica no bairro rural Maracaju dos Gaúchos, a 20 quilômetros do centro do município de Guaíra, e está instalada em uma área com pouco mais de 37 hectares, às margens do Rio Birigui. Reconhecida pelo INCRA em 2024, reúne descendentes de uma família que leva o nome do patriarca, Manoel Ciríaco, que está no lugar desde 1964.
(Com informações da assessoria de comunicação da ALEP)


