Rádio Clube
H2FOZ
Início » Cidade » Aprovado em 2020, Plano Municipal de Mata Atlântica ainda não foi implementado

Cidade

Aprovado em 2020, Plano Municipal de Mata Atlântica ainda não foi implementado

Com a não efetivação da proposta, há registro de impacto ambiental em áreas verdes de Foz do Iguaçu

3 min de leitura
Notícias no seu WhatsApp
Aprovado em 2020, Plano Municipal de Mata Atlântica ainda não foi implementado
Área do PMMA foi impactada com obra vizinha ao Bosque dos Macacos. Foto/Marcos Labanca H2foz
Google News iconSiga-nos no Google News

Aprovado em 2020, o Plano Municipal de Mata Atlântica (PMMA) ainda não foi implementado. Instrumento que garante a elaboração de ações estratégicas para a conservação da Mata Atlântica e qualidade de vida para a população, a funcionalidade da proposta ainda depende de uma série de ações a serem executadas pelo município.

Foz do Iguaçu passa por uma fase de expansão imobiliária. Além da Ponte Brasil–Paraguai e da Perimetral Leste, há condomínio e loteamentos que realizam obras com impacto direto no meio ambiente.

Publicidade

Coordenadora do Observatório Educador Ambiental Moema Viezzer, a bióloga Luciana Ribeiro diz que estão em andamento na cidade obras que implicam degradação e desmatamento de áreas que deveriam estar protegidas e sendo recuperadas.

Há obras de responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal, bem como alguns empreendimentos privados. Cada órgão público é responsável pelas respectivas licenças ambientais, autorizações e fiscalização.

Entre as obras estão a da Ponte da Integração Brasil–Paraguai e o Bosque dos Macacos, que perdeu mais de mil metros para uma construção particular, vizinha do PMMA. Outra agressão foi a retirada de parte da vegetação do Bosque Vietnã para construção de calçada.

Derrubada das árvores do Bosque dos Macacos foi suspensa por órgão ambiental estadual – Foto: Marcos Labanca

A obra da ponte, por exemplo, está impactando algumas áreas incluídas no PMMA, informa a bióloga. “Se essa avaliação tivesse sido feita corretamente pelos órgãos competentes, o traçado seria diferente, porque tem um bom pedaço que está sendo construído em áreas de árvores quando poderia ser construído em outro lado, que é pasto.”

É importante a implantação do PMMA para evitar outras agressões nas áreas de vegetação do município, que já são poucas, explica Luciana.

O plano prevê a proteção de 22 áreas, das quais quatro são de responsabilidade do poder público e foram indicadas. Acesse aqui o plano e as áreas Prefeitura de Foz do Iguaçu (pmfi.pr.gov.br).

Conhecido por “Lei da Mata Atlântica”, o plano atende à Lei Federal 11.428/2006 e integra Foz do Iguaçu nas políticas nacionais de proteção à vegetação nativa do bioma do país. Também permite ao município viabilizar o acesso a fundos nacionais e internacionais de investimento para a preservação da biodiversidade.

O que diz a prefeitura

Por meio da Assessoria de Imprensa, o diretor de Licenciamento e Controle Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Jorge Pegoraro, elencou as principais ações já em andamento para a implementação do PMMA. São elas:

– Articulação com outros órgãos e entidades públicas e privadas, a exemplo do Instituto Água e Terra (IAT), universidades, conselhos, proprietários rurais, entre outros.

– Sugestão de criação e/ou alteração de instrumentos legais e normativos (ex.: Código Ambiental e Plano Diretor).

– Instituição de protocolos de monitoramento das áreas prioritárias de conservação no município e produção de relatórios técnicos.

– Sugestão de implantação de unidades de conservação municipais, a exemplo do Bosque dos Macacos, já em andamento por um grupo especial de trabalho.

– Incentivo à criação de programas e projetos de pesquisa inseridos no contexto do PMMA.

– Tratativas para destinação de mais recursos às ações do PMMA (ex.: Fundo Ambiental).

Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e fique por dentro do que realmente importa.


    Você lê o H2 diariamente?
    Assine no portal e ajude a fortalecer o jornalismo.

    Denise Paro

    Denise Paro é jornalista pela UEL e doutoranda em Integração Contemporânea na América Latina. Atua há mais de duas décadas nas Três Fronteiras e tem experiência em reportagens especias. E-mail: deniseparo@h2foz.com.br