Feira de adoção: animal não é objeto

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Aida Franco de Lima – OPINIÃO

Feira de adoção de animais parece ser uma boa alternativa para quem procura um bichinho para levar para casa. Mas a começar pelo termo, feira, devíamos fazer uma correção. Animal não é objeto, não é um carro ou liquidificador para fazer parte de um grande feirão. E não é frescura, é que tudo vai se conectando. É por isso que os ativistas da causa animal preferem o termo Dia de Adoção.

Quando substituímos o termo Feira de Adoção por Dia de Adoção, parece coisa pouca, mas não é. É uma semente nova que é plantada, no intuito de ajudar as pessoas a compreenderem que animais não são coisas, que animais têm sentimentos e necessidades, diferentes dos objetos. Apesar que objeto tem necessidade de cuidado e manutenção. Apesar que nossa sociedade valoriza mais as coisas e usa mais os animais…

Além do termo, há mais coisas entre a adoção e o abandono. Tal qual como em uma feira, que você resolve comprar algo para testar, há quem adote um animal por impulso e muitos outros motivos. E não pensa que esse animal vai exigir cuidados. Que um gato ou cachorro podem viver anos e anos sob sua guarda, que essa responsabilidade é para sempre. E quando se trata de outros animais, como no caso dos quelônios (tartarugas, cágados) podem atingir mais de meio século.

É muita responsabilidade sim. E é a sua ausência que faz com que o abandono, os casos de maus-tratos, sejam cada vez mais crescentes. Basta olhar pelas cidades, ler nas redes sociais, como esses exemplos são crescentes. E como já comentei aqui, o fato de determinadas raças de animais virarem objeto de desejo, só piora o problema. Porque o desejo passa e o animal fica.

Você já viu de pertinho um filhote de lhasa ou shih-tzu? Se um vira-latas já é fofo, imagina um desses? E, naturalmente, a pessoa tem a tendência de levar para casa. Porém, adotado ou comprado no impulso, vem o trabalho e dedicação que todo animal exige e também as despesas. E o resultado tem aparecido. Depois que os animais crescem ou adoecem, são abandonados.

Dia das Crianças já passou e o Natal bate à porta. Quantos animais foram e serão transformados em presentes? Mas depois já tem férias também e são muitos presentes passados que são tido como empecilhos e, assim, são transformados em estatísticas do abandono.

Antes de adotar ou comprar, pensa se esse animal está ganhando um lar de verdade ou se é só para satisfazer um desejo efêmero.

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