H2FOZ
Início » Saúde » Coronavírus » MPF e Defensoria Pública querem grávidas vacinadas contra a covid-19

Coronavírus

MPF e Defensoria Pública querem grávidas vacinadas contra a covid-19

Aumento da mortalidade materna é “preocupante”, afirma documento enviado para a Secretaria de Saúde do Paraná.

2 min de leitura

Aumento da mortalidade materna é “preocupante”, afirma documento enviado para a Secretaria de Saúde do Paraná.

Em um ofício conjunto, Ministério Público Federal (MPF) e Defensoria Pública do Estado do Paraná (DPE-PR) pedem informações sobre a inclusão de gestantes nos grupos prioritários de vacinação contra a covid-19. O documento foi enviado para a Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa).

Publicidade

Conforme os órgãos, a iniciativa apoia-se no procedimento administrativo da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, a partir de nota técnica do Ministério da Saúde. Essa orientação governamental recomendou a vacinação de mulheres grávidas que possuam comorbidade e para garantir o acesso à vacina a esse público.

Procuradores e defensores públicos anotam, no ofício à Sesa, que “é preocupante o aumento da mortalidade materna nesse último ano, o que faz com que seja necessário tomar medidas para proteção das mulheres”. Para embasar o argumento, citam dados do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19.

“Houve aumento significativo nos números de mortalidade materna pela covid-19, pois em 2020 houve 449 mortes ao passo em que, em apenas 13 semanas de 2021, já se somaram mais de 289 mortes”, reporta a assessoria do MPF.

No Paraná, foram 17 mortes maternas no ano passado atribuídas à covid-19. Apenas nas semanas iniciais de 2021 já são 19 óbitos decorrentes da doença. Os dados são atribuídos pelo Ministério Público à Sesa.

O MPF e a Defensoria Pública, para reforçar a argumentação, recorrem também à nota da Rede Feminista de Ginecologistas e Obstetras. O posicionamento faz um convocação para se prevenir a morte materna por covid-19 no país.

Essa rede reforça a necessidade de inclusão imediata de todas as gestantes no grupo prioritário de vacinas, não somente as que têm comorbidades.

Publicidade

“A vacina é, portanto, primordial para proteger as mulheres, seja durante a gestação ou no puerpério, reduzir os alarmantes índices de mortalidade materna, e, ainda, proteger os recém-nascidos”, afirmam no ofício. A Secretaria de Saúde tem dez dias para responder à solicitação do MPF e DPE.

(Com informações do Ministério Público Federal no Paraná)

Newsletter

Cadastre-se na nossa newsletter e fique por dentro do que realmente importa.


    Você lê o H2 diariamente?
    Assine no portal e ajude a fortalecer o jornalismo.
    Assuntos

    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.