Pandemia de covid: Brasil vive bom momento, mas ainda é preciso cautela

Vacinação na aldeia indígena Umariaçu, próximo a Tabatinga, Amazonas.

Em relação aos vizinhos Argentina e Paraguai, temos números ainda elevados, embora a vacinação esteja funcionando bem.

Nos 289 dias de pandemia de covid-19, em 2020, a doença matou 194.976 brasileiros. A média diária foi de 674,6 óbitos.

Nos 291 dias de 2021, até segunda-feira, 18, a covid matou 408.224 brasileiros. A média diária foi de 1.402,8 mortes, mais que o dobro das registradas no ano anterior.

Neste domingo, 17, a média móvel de mortes no Brasil estava em 322,1, de acordo com o site Worldometers. E em queda.

Pra comparar, o pior dia da pandemia, no País, foi 12 de abril deste ano, com 3.123 óbitos.

O Worldometer registra 69.172 casos na semana até domingo, queda de 34% em relação à semana passada. E 2.255 mortes (o que dá a média de 322,1 por dia), queda de 27% na comparação com a semana anterior.

Na semana, ainda, o índice de mortes por milhão de habitantes, no Brasil, foi 11.

ARGENTINA

A pandemia de covid-19, na Argentina, está ainda mais controlada, depois de um período em que os números estavam em alta e a posição do país no ranking mundial era pior que a do Brasil.

Mas, embora baixo, o número de casos na semana aumentou 29% e o de mortes, 2%, em comparação com a semana passada.

Foram 7.188 casos registrados e 213 óbitos, o que dá a média de 30,4 mortes por dia, menos de 10% do total registrado no Brasil, país com população cinco vezes maior.

Em relação aos habitantes, a Argentina tem 5 óbitos por milhão.

PARAGUAI

Os 335 casos registrados na semana podem acender um alerta no Paraguai, já que representam um aumento de 113% em relação à semana passada. Quanto às mortes, idem: foram 21, em média apenas 3 por dia, mas um crescimento de 425% na comparação com as 4 da semana anterior.

O índice de mortes por milhão de habitantes, no Paraguai, é um dos mais baixos do mundo: apenas 3.

RANKING

De acordo com o Worldometer, na semana até domingo, o Brasil ficou em 10º lugar no mundo, em casos; a Argentina, em 53º e o Paraguai em 134º.

Em mortes, o Brasil está em 5º lugar, a Argentina em 33º e o Paraguai em 21º.

Já em índice de casos e óbitos em relação ao total de habitantes, a posição brasileira melhora no ranking: 104º lugar em casos e 59º em mortes por milhão de habitantes.

A Argentina ficou em 129º em casos e em 83º em mortes por milhão.

E o Paraguai em 154º em casos e em 112º em óbitos.

O Brasil, nos índices proporcionais, está bem melhor que Estados Unidos (39º em casos e 33º em mortes) e Reino Unido, por exemplo.

A Argentina, e principalmente o Paraguai, estão bem melhor que a grande maioria dos países europeus.

AINDA CUIDADOS

Nenhum dos três países, no entanto, pode relaxar totalmente. No Brasil, que está pior, o epidemiologista e pesquisador em saúde pública da Fiocruz Raphael Guimarães disse à Agência Brasil que o País está “num bom momento, talvez um dos melhores que a gente já atravessou”.

Mas ele ressaltou que este alívio não pode prejudicar as medidas de prevenção, como usar máscara, evitar aglomerações, higienizar as mãos e se vacinar.

O especialista atribui à vacina a melhora dos números, mas faz ainda um alerta: o nível de circulação nas vias públicas hoje já é igual ao que se verificava no período pré-pandemia. Por isso a necessidade de cuidados.

VACINAÇÃO

Brasil e Argentina avançam na vacinação de adolescentes. Foto: Breno Ezaki/Agência Saúde

O site Our World in Data traz os números da vacinação mundo afora. E o que sempre chama a atenção, nos últimos dias, é que Brasil e Argentina já vacinaram mais (incluindo a soma de primeira e segunda doses) e o que o Reino Unido e a Alemanha. E o Brasil já superou os Estados Unidos.

Em imunização completa, os índices de Brasil e Argentina não são melhores, contudo.

Aos números: somando primeira e segunda doses, o Brasil imunizou 72% da população (49,7% com vacinação completa); a Argentina, 68% (53,75% totalmente imunizados); e o Paraguai, 40% (dos quais 28,51% com duas doses).

A Alemanha vacinou menos que o Brasil (68%), mas ganha no percentual de totalmente imunizados (65,23%).

O mesmo acontece com os Estados Unidos (65% no total, 56,28% com duas doses ou dose única).

Aliás, até Israel perde em total de imunizações pro Brasil (71%), embora com vacinação completa estejam 64,89% desse total.

Quanto mais verde for a cor do país, maior o índice de vacinação (na soma de uma e duas doses). Fonte Our World in Data

Entre os países que mais imunizaram, até agora, estão o Chile (84% e 74,67% com imunização completa) e Uruguai (79%, dos quais 74,82% completaram a vacinação).

Uma outra curiosidade do ranking de vacinação: embora seja produtora de vacinas e abasteça vários países, a Rússia tem um dos índices mais baixos do mundo, atrás inclusive do Paraguai: 35% de imunizados (32,43% com duas doses).

Ao contrário da China, outro grande produtos de vacinas, que está entre os primeiros: 76% de vacinados (70,78% totalmente imunizados).

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Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é jornalista e repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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