Regional de Saúde de Foz tem a maior mortalidade por covid-19 de todo o Paraná

Dos 82 novos casos confirmados pela Vigilância Epidemiológica, nesta quarta, 14, três foram internados e os demais estão em isolamento domiciliar. A curiosidade (mórbida) é que os três internamentos equivalem ao número de óbitos nas últimas 24 horas.

As três vítimas fatais são duas mulheres de 51 e 59 anos e um homem de 70 anos. Agora, são 717 mortes pela doença no município, desde o início da pandemia.

Do 376 casos ativos, 124 são de pessoas internadas. A ocupação dos leitos de UTI voltou a baixar, de ontem pra hoje, e está em 77,6%; a de enfermaria subiu um pouco e agora foi para 53,93%.

LETALIDADE

Infelizmente, o índice de letalidade está em alta. Agora, atingiu 2,20%, superior à média mundial (2,16%) e à média paranaense (2,19%). A regional de Saúde de Foz, que inclui mais oito municípios, está com média de 1,93%.

Os outros municípios da regional são Itaipulândia, Matelândia, Medianeira, Missal, Ramilândia, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu e Serranópolis do Iguaçu.

MORTALIDADE

A mortalidade, que mede o índice de mortes a cada 100 mil habitantes, está em 277,9, no município. É superior à média da regional de Saúde de Foz, de 225,8 mortes a cada 100 mil habitantes. Com este índice, a regional de Foz tem o maior coeficiente de todas as regionais paranaenses.

Considerando só o município de Foz, a mortalidade é ainda maior: são 278 óbitos a cada grupo de 100 mil habitantes.

A média do Paraná é de 168,5 mortes a cada 100 mil habitantes. Abaixo da média estão as regionais de Cascavel, Ponta Grossa, Telêmaco Borba, Toledo, Jacarezinho, Francisco Beltrão, Campo Mourão, Paranavaí, Ivaiporã, Umuarama, Cianorte, Guarapuava, Irati e União da Vitória (nesta regional, são 79,1 mortes a cada 100 mil).

As regionais em estado de atenção, abaixo de Foz, são as de Paranaguá, Metropolitana, Maringá, Apucarana, Cornélio Procópio, Pato Branco e Londrina.

A regional de Saúde de Foz também está em primeiro lugar no ranking paranaense de casos, já em estado de emergência. O que confirma uma tese bem simples: quanto mais casos, mais mortes. É consequência direta.

Veja os quadros de casos e óbitos no Paraná, de acordo com a  Secretaria de Estado da Saúde:

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Claudio Dalla Benetta - H2FOZ

Cláudio Dalla Benetta é repórter do H2FOZ. e-mail: [email protected] Veja mais mais conteúdo do autor.

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