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Confira os números

Comércio internacional na fronteira movimenta quase US$ 5 bilhões no semestre

Volume fixa novo recorde de exportações e importações que passam pelo Porto Seco; crescimento é de 32% em relação ao ano anterior.

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Comércio internacional na fronteira movimenta quase US$ 5 bilhões no semestre
Ponte da Amizade, caminho para importações e exportações entre Brasil e Paraguai - foto: Marcos Labanca/H2FOZ


O comércio internacional na fronteira movimentou quase US$ 5 bilhões no primeiro semestre deste ano, conforme balanço divulgado pela Receita Federal em Foz do Iguaçu. Precisamente, foram US$ 4,78 bilhões em exportações e importações, que passaram pelo Porto Seco da cidade de janeiro a junho.

A corrente de comércio fronteiriço cresceu 32,96% em relação ao mesmo período de 2024, fixando um novo recorde. A quantidade física caiu 7,84%, de 2.580.261,53 toneladas para 2.377.903,22, de um ano para outro, o que, segundo a RFB, significa que os produtos negociados têm valor agregado maior.

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As exportações impulsionaram os números, somando US$ 2,4 bilhões, 55,49% mais em comparação ao primeiro semestre de 2024. Também em alta, as importações chegaram a US$ 2,3 bilhões, crescimento de 15,23% no semestre.

Conforme a Receita Federal, nos seis primeiros meses do ano, as movimentações do Porto Seco de Foz do Iguaçu registraram “superávit comercial do Brasil, resultado da expressiva elevação no valor exportado mesmo diante da redução de toneladas embarcada”, analisa a Receita Federal.

Valores movimentados em dólares e em toneladas via Porto Seco – tabela: assessoria de comunicação RFB em Foz

Comércio internacional na fronteira

E no Porto Seco foram liberados 97.812 veículos, aumento de 11,6% em relação a 2024. O fluxo principal foi em relação ao Paraguai, com 74.404 caminhões (76,1%). Com a Argentina, o fluxo foi de 23.409 caminhões, alta de 1,96% em comparação ao primeiro semestre de 2024.

O balanço dos seis primeiros meses de 2025 mostra, de acordo com a RFB, que:

  • importações representaram 57,3% do fluxo de caminhões;
  • exportações responderam por 42,7% dos veículos de carga.

Brasil–Paraguai

O comércio com o Paraguai teve queda nas exportações de 32,6% no volume e de 34,1% no peso das cargas. Porém, o valor aumentou 48,3%, resultado de aumento no total de produtos de alto valor agregado. As importações recuaram 37,3% em relação a 2024.

Brasil–Argentina

Os números, conforme a Receita, mostram cenário oposto nas transações comerciais do Brasil com a Argentina em relação ao Paraguai. As exportações cresceram, com alta de 21,8% no volume e de 111,9% no valor, confirmando a importância do país portenho como destino das mercadorias brasileiras.

Principais produtos

As importações são puxadas pelos seguintes produtos:

  • cereais;
  • derivados de grãos;
  • sementes e frutos oleaginosos;
  • hortícolas;
  • carnes;
  • pastas de madeira;
  • óleos vegetais;
  • sal;
  • plásticos;
  • máquinas e aparelhos elétricos.

As exportações, encabeçadas por produtos industriais, são:

  • papel e celulose;
  • plásticos;
  • máquinas e instrumentos mecânicos;
  • adubos ou fertilizantes;
  • produtos cerâmicos;
  • ferro e aço;
  • bebidas;
  • veículos automotivos;
  • sal;
  • materiais elétricos.

(Com informações da Receita Federal em Foz do Iguaçu)

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.