O acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul deverá ser assinado no próximo dia 17 de janeiro, em Assunção, capital do Paraguai. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, viajará para a assinatura.
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A informação partiu, inicialmente, do Ministério das Relações Exteriores da Argentina. Mais tarde, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, deu declarações no mesmo sentido.
“Assim como em 1991, quando Assunção foi sede da assinatura do histórico acordo que deu origem ao Mercosul, Assunção receberá, no próximo dia 17 de janeiro, a assinatura do histórico acordo de livre comércio com a União Europeia”, afirmou.
Inicialmente, os países do Mercosul esperavam a assinatura do documento no último dia 20 de dezembro, em Foz do Iguaçu, durante a cúpula semestral do bloco.
Entretanto, desavenças internas no bloco europeu, como a pressão de agricultores italianos por salvaguardas a seus produtos, adiaram o aval ao acordo.
Na visão de Santiago Peña, cujo governo exerce, atualmente, a presidência rotativa do Mercosul, o acordo com os europeus trará múltiplos benefícios.
“É o maior acordo de livre comércio do mundo. Nunca antes se assinou algo assim, por isso levou tanto tempo, mais de 20 anos [desde 1999]”, apontou. “Acreditamos que o Paraguai vai tirar grande proveito deste acordo.”
Um dos principais interesses do Mercosul está relacionado ao acesso dos produtos agropecuários sul-americanos ao bloco europeu. Já a Europa espera ampliar a participação de sua indústria na América do Sul, inclusive, no setor de alimentos.
Mercosul e União Europeia reúnem, em seus mais de 30 países, população superior a 700 milhões de consumidores. O Brasil, sozinho, responde por quase 30% deste contingente.

