Fase final: construção do escritório da Fibra garantiu carteira assinada a 60 trabalhadores

O ajudante de pedreiro Romário Marçal, de 24 anos, estava desempregado havia três meses quando o pessoal da Construtora Tarobá ligou para fazer uma oferta de serviço. Era junho do ano passado, a última parcela do auxílio emergencial já tinha caído e Romário estava distribuindo currículo.

O trabalho oferecido a ele: atuar nas obras da nova sede da Fundação Itaipu Brasil (Fibra), que seria construída na Vila A, em Foz do Iguaçu, com o financiamento de R$ 5,2 milhões da Itaipu Binacional.

Agora, a uma semana da conclusão do prédio, Romário e o colega Carlos Nepomuceno, de 19 anos, trabalham na limpeza externa do local. Querem deixar tudo tinindo para inauguração, marcada para o próximo dia 31.

Romário é um dos 60 trabalhadores de Foz do Iguaçu que tiveram a oportunidade de fazer uma renda com a obra da Fibra. Dinheiro essencial, principalmente nesses tempos de crise econômica.

MAIS DE 2,5 MIL EMPREGOS

Alguns operários que agora concluem os trabalhos no prédio da Fibra já têm vaga garantida em outras obras. Fotos Sara Cheida

Juntas, as obras e iniciativas de Itaipu, com aportes de mais de R$ 2,5 bilhões, geram mais de 2,5 mil empregos. Para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, a movimentação da economia é uma contrapartida importante que a usina dá para a população. “Estamos investindo no crescimento da região e da qualidade de vida da nossa gente.”

“Estaria muito mais difícil se eu não tivesse essa oportunidade”, continua Romário, que trabalha na construção civil desde a adolescência. “Eu estava desempregado e já tinha enviado alguns currículos, mas ninguém me chamava. Só tenho que agradecer por poder trabalhar aqui.”

Quando entregar a obra, ele já espera “engatar” outro serviço, na construção de uma roda gigante, no Marco das Três Fronteiras. O investimento foi atraído por outra obra financiada por Itaipu: a segunda ponte sobre o Rio Paraná, Foz do Iguaçu e Presidente Franco.

Quem também já tem emprego garantido depois dessa obra é Emerson Valério, de 36 anos, carpinteiro de formação e “faz-tudo” na construção, o que é essencial, em especial nesta fase final da obra. Apesar dos 10 anos de experiência, Emerson considerou a construção do prédio um desafio. “Pra mim foi um aprendizado novo, era uma obra de prazo curto, tivemos que trabalhar bastante”, considera.

O salário, claro, também foi fundamental. “Foi um dinheiro bom, conseguimos fazer algumas horas extras que reforçaram ainda mais a renda”, conta. Casado com a dona de casa Leila, e pai do Cauan (12 anos), Davi (9) e Samuel (4), Emerson é o único provedor da casa. “Esse trabalho chegou na hora certa, sem ele a gente estaria em uma situação bem complicada.”

As obras iniciadas em setembro passado entram nas frentes finais de trabalho nesta semana. “O mais urgente é finalizar a parte interna e o calçamento externo, depois fazer a limpeza geral e entregar para ser inaugurada”, explica o mestre de obras José Martins, de 47 anos, responsável pela construção. Com a experiência de quase 30 anos na construção civil, José se sente especialmente satisfeito com a iminência de mais uma inauguração: “Ficou um edifício bonito!”

NOVA CASA

Funcionários da Fibra foram conhecer como será a nova “casa” em Foz. Foto Sara Cheida

Na tarde desta terça-feira (23), um grupo de colaboradores da Fibra visitou a futura casa. Quando concluída, a sede vai abrigar os 34 empregados da fundação, além dos três diretores, cedidos do quadro próprio da Itaipu. O prédio de 1.407 m² de área construída foi levantado em um terreno de 5.200 m², cedido pela Itaipu, na Vila A.

O edifício tem sala de recepção, escritório principal, duas salas de reunião, miniauditório, salas da diretoria, além de copa, área de impressão, vestiários, banheiros e até uma área externa para confraternização. O estacionamento para 30 carros será todo coberto com 264 placas fotovoltaicas que, quando em funcionamento, fornecerá toda a energia consumida no prédio.

A construção da nova sede foi necessária após o fechamento do escritório da Fibra, em Curitiba, em 2019, seguindo as diretrizes do diretor-geral brasileiro da Itaipu, general Joaquim Silva e Luna. “Em Foz do Iguaçu, a Fibra ficará mais perto de seus assistidos e da administração central, agilizando o processo de tomada de decisões”, disse Silva e Luna.

De fato, 97,3% dos participantes ativos e 50,8% dos assistidos vivem na cidade. No total, a Fibra possui 1.330 participantes ativos e 1.922 participantes assistidos, alcançando mais de 7.300 pessoas beneficiadas diretamente.

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