O Paraná registrou melhora na situação da renda entre 2022 e 2024. No período, a participação da população nas classes A, B e C passou de 81,06% para 86,69%, um crescimento de 5,63 pontos percentuais, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV).
- Paraná garante auxílio financeiro a mulheres vítimas de violência
Essas três classes reúnem famílias com renda que vai de quatro salários mínimos até rendimentos acima de 20 pisos nacionais. O desempenho estadual acompanha a tendência observada no país, conforme aponta a pesquisa.
No Brasil, cerca de 17,4 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza e passaram a integrar as faixas de maior renda, o que representa um aumento de 8,44 pontos percentuais no mesmo intervalo analisado.
Classes A, B e C
De acordo com a FGV, a elevação decorre, principalmente, do crescimento da renda do trabalho e da integração de políticas públicas. Programas como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de iniciativas voltadas ao acesso à educação e ao crédito, contribuíram para ampliar as oportunidades de inserção produtiva.
Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, os dados reforçam a efetividade das políticas voltadas à população de baixa renda. “Há pessoas que estavam no Cadastro Único e no Bolsa Família e que hoje integram a classe média. Isso demonstra que o programa vai além da transferência de renda, abrindo portas para educação, trabalho e empreendedorismo”, afirmou.
O resultado coloca o Paraná entre os estados com maior proporção de população nas classes de maior renda e evidencia o impacto combinado de um mercado de trabalho aquecido e de políticas públicas de inclusão social.
(Com informações do governo federal)


