O ano 1 da gestão de Joaquim Silva e Luna (PL) começou com o prefeito repetindo a estrutura de acomodação política na máquina pública herdada de Chico Brasileiro (PSD) e terminou com um desastroso evento de Natal para a população, que cobra explicações quanto à forma de contratação e ao conteúdo. E lança pendências pelo custo dos enfeites trazidos de fora.
Em seu primeiro projeto enviado à Câmara, não só preservou o número de cargos comissionados, os CCs da prefeitura, como concedeu aumento de 60% a assessores e dobrou o salário de diretores, gerando um custo adicional de R$ 12 milhões ao contribuinte somente em 2025.
Já o Natal teve orçamento de R$ 4,5 milhões, dos quais R$ 2,4 milhões foram destinados à decoração que se vê na cidade.
Antes mesmo do marco simbólico dos cem dias, duas exonerações no primeiro escalão derrubaram os titulares das secretarias de Meio Ambiente e da Mulher, não sem antes expor e desgastar os protagonistas e o próprio governo. Ainda no terceiro mês, dois contratos milionários foram impulsionados sob a justificativa de que não haveria outro meio para evitar a interrupção dos serviços.
Silva e Luna prorrogou o contrato do transporte coletivo em R$ 165 milhões por dois anos. Com outra canetada, também mantendo a mesma empresa, elevou de R$ 392 milhões para R$ 635 milhões o montante destinado à coleta de lixo, acréscimo de R$ 243 milhões à conta que recai sobre o morador.
No mês seguinte, em abril, o Ministério Público do Paraná acionou o prefeito em razão da buraqueira na cidade e da qualidade do material utilizado nos remendos viários. O segundo semestre veio com a gestão de Silva e Luna atolada em desajustes político-institucionais. Destaque para as demissões do secretário de Comunicação e do secretário-executivo do gabinete, considerados “braços direitos” do prefeito no núcleo duro do poder, seguidas da queda do diretor-presidente da Fundação Cultural em meio ao Natal do infortúnio.
Veio à tona o contrato sem licitação do Instituto de Transportes e Trânsito de Foz do Iguaçu (Foztrans), no valor de R$ 25,4 milhões, para a gestão de um sistema de processamento de multas de trânsito — na prática, um software de serviços. A beneficiária foi a Celepar, empresa estadual incluída nos planos de privatização do governo.
Silva e Luna ainda assiste ao levante de professoras contra sua indicada à secretaria, apontada como despótica e alheia à realidade do ensino municipal. Ainda no ano 1, de forma incomum, duas CPIs já foram instauradas para investigar áreas do governo, a da Educação e a do Foztrans, enquanto uma terceira aguarda na fila.
No tabuleiro político, os vereadores do G9 alteraram a proporção de forças na Câmara. Nove edis passaram a sinalizar apetite para desafiar a prática do “manda e obedece”, historicamente presente na relação entre Executivo e Legislativo em Foz do Iguaçu. Os governistas perderam todas as comissões permanentes, responsáveis pelo trâmite e ritmo das matérias.
Silva e Luna tem ao seu lado o governador Ratinho Junior (PSD) e, em suas contas, a garantia de R$ 500 milhões de recursos estaduais para obras estruturantes capazes de mudar a cidade, diz.
O chamado ano 1, tradicionalmente mais condescendente com governos que assumem, chegou ao fim. A categoria do eleitor perde centralidade e emerge a do cidadão, mais numerosa, complexa e exigente. É esse conjunto de iguaçuenses que julgará o prefeito, suas promessas e seus resultados.



Votei nessa praga, mas sabe ser pior que Harry Daijo, Reni Pereira e Chico Brasileiro.
Não tapa buracos, não faz recapeamento asfáltico, não faz nada. Só tem asfalto nas principais Avenidas, por todos os bairros que se passa só tem buracos,. Se não consegue fazer o básico, o que mais podemos esperar.
Para esse governo ficar ruim ainda precisa melhorar bastante.