Olhar sobre o cartão-postal e enxergar o pulsar da vida multifacética que brota na cidade que grita para ser vista. Fazer indivíduo quem perambula na multidão, invisível, meio-fio como linha em direção a lugares, jamais a endereços. Voltar ao cartão-postal e emocionar-se com a beleza, leveza, sutileza do mundo.
Em seu percurso, Marcos Labanca, cidadão, viu e interferiu em parte da marcha desta Foz do Iguaçu que agora faz 110 anos. Como profissional do fotojornalismo, ultrapassa a ação de capturar os fatos. Suas lentes são memória, denúncia, verbo. O indizível interpretado pela imagem sem necessidade de palavra.
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Em dez registros que contemplam do belo exultante à indignação que saliva, o cotidiano e o encantamento, Marcos Labanca promove o encontro entre o cidadão e o fotógrafo. O resultado é um passeio pela paisagem iguaçuense, cenários e contradições, possibilidades de muitas Foz do Iguaçu graças às andanças do olho do autor.
Águas lavam a alma e o app
Entre veículos de marcas internacionais, a realidade iguaçuense. Trabalhador à motocicleta enfrenta chuva e vias alagadas para a entrega chegar.
Chuá, a vida a cantar
Majestosas, imponentes, as águas das Cataratas do Iguaçu encantam povos de todo o mundo e unem dois países na fronteira, Brasil e Argentina.
Cidade vista por todos
Luzes brilhantes na Foz do Iguaçu enxergada, contemplada, admirada e elogiada.
Cidade grita à vista de todos
Olhar companheiro convida a pensar: a cidade de uns poderá ser um dia a de todos?
Filas que se multiplicam
A entrega de soluções de mobilidade adiadas faz a fronteira amargar filas e embaraços no ir e vir entre países.
Natureza na via que se duplica
Árvores derrubadas expostas, fazendo crer inevitável a tempestade do progresso. Um exemplar, verde, em pé, a indagar o exemplo que fica.
Nariz de palhaço
A arte liberta e transporta sempre que o palhaço faz rir a criança grande ou pequena que vive na praça de cada ser.
Cachoeira do rio que parece mar
A natureza pintou de arte o arroio que cai no rio que tem tamanho de mar. Cabe à ação humana retirar o excesso para não perder a obra.
Paranazão dos “paranauês”
Silhueta do rio de muitas águas e histórias, entre barrancas que desafiam os tratados formais dos governos, dos homens em suas leis e estados.
Memória, há que se ter
Uma das mais antigas edificações de Foz do Iguaçu quer ser museu, enquanto seus tijolos desafiam o tempo e o descaso público.
Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.
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