Mais um caso: brasileiro é assaltado em loja “fake” no Paraguai

Situação ocorreu no sábado (9), na área central de Ciudad del Este; professor gaúcho teve prejuízo de mais de R$ 3 mil.

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Um professor brasileiro de 47 anos, oriundo da cidade de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul, procurou a Polícia Turística do Paraguai, no sábado (9), para relatar que foi vítima de assalto em uma loja “fake” na área central de Ciudad del Este.

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Aos policiais, o turista contou que foi levado à armadilha por um suposto “guia de compras”, que o abordou nas proximidades da aduana paraguaia da Ponte da Amizade, para oferecer produtos com preços baixos e descontos.

No interior da loja “fake”, que não tinha sequer nome na fachada, o brasileiro foi cercado por cinco homens, que disseram pertencer ao grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC) para amedrontar e subtrair R$ 3 mil em dinheiro, além do celular da vítima.

De acordo com o jornal ABC Color, o caso aconteceu em uma das alas do prédio onde também funciona o Shopping Vendôme, cuja administração afirma ter vendido 200 dos 600 salões comerciais e não ter mais controle sobre os espaços pertencentes a terceiros.

A ocorrência foi reportada pela Polícia Turística ao Ministério Público do Paraguai, cujo promotor de plantão, Gabriel Segovia, não encontrou ninguém no endereço da suposta loja, que estava fechada no momento da chegada da comitiva.

Vergonha intolerável

Em editorial publicado nesta segunda-feira (11), o jornal La Clave, de Ciudad del Este, classificou os constantes roubos a turistas, aliados à falta de resultados práticos das ações promovidas pelas autoridades, como uma situação “vergonhosa e intolerável”.

“É sumamente preocupante o clima de insegurança na área central de Ciudad del Este. Não se trata apenas uma ‘percepção’ da população, como algumas autoridades querem fazer crer para minimizar as denúncias, mas de uma incontestável realidade”, escreve o jornal.

“A atuação dos famosos pirañitas disfarçados de guias de turismo, que se aliam a criminosos disfarçados de comerciantes e que geralmente contam com a proteção de agentes corruptos das polícias, fazem com que os turistas tenham cada vez mais receio de ir a Ciudad del Este fazer compras”, diagnostica o texto.

Para ler o editorial do La Clave (em espanhol), na íntegra, clique aqui.

Como denunciar?

  • Polícia Turística (aduana paraguaia)
  • Escritório Municipal de Defesa do Consumidor (Shopping Box)
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