Operação resgata paraguaios em situação análoga à escravidão no Rio de Janeiro

Estrangeiros trabalhavam em uma fábrica clandestina de cigarros em Duque de Caxias, região da Baixada Fluminense.

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Estrangeiros trabalhavam em uma fábrica clandestina de cigarros em Duque de Caxias, região da Baixada Fluminense.

Agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro localizaram, na tarde de sexta-feira (8), uma fábrica clandestina de cigarros em Duque de Caxias, município da Baixada Fluminense. No imóvel, foram resgatados 23 trabalhadores paraguaios e um brasileiro, mantidos há cerca de três meses em situação análoga à escravidão.

O procedimento, encabeçado por policiais do Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC) e da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), teve o acompanhamento de auditores-fiscais da Superintendência Regional do Trabalho.

Conforme os relatos colhidos pelos policiais, os paraguaios saíram de Assunção, no mês de abril, com promessas de que seriam contratados em uma fábrica de roupas, com salário de R$ 3,5 mil. O destino inicial era São Paulo, onde os celulares foram confiscados pelos “patrões” antes do embarque em um ônibus para o Rio de Janeiro.

Uma vez em Duque de Caxias, os trabalhadores eram mantidos em condições insalubres, cumprindo jornadas de até 30 dias seguidos. Nos intervalos para descanso, eram proibidos de deixar o alojamento, que não tinha sequer janelas, no segundo andar do galpão.

As investigações para identificar os responsáveis pela fábrica continuam, mas uma das hipóteses é de envolvimento de milicianos que disputam, com traficantes e bicheiros, o controle da venda clandestina de cigarros no Rio de Janeiro. Os paraguaios serão repatriados em um voo comercial, com passagens pagas pelo consulado do país.

Tráfico de pessoas

Foz do Iguaçu recebe, no dia 28 de julho, a oitava edição do “Seminário Internacional da Tríplice Fronteira – Tráfico de Pessoas: Ameaça Invisível”, das 18h30 às 22h30, no hotel Recanto Cataratas. Além do formato presencial, o evento poderá ser visto on-line, com transmissão ao vivo das palestras e debates.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF). O seminário integra a Campanha Coração Azul, que é promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e tem como ponto central o 30 de julho, Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

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1 comentário
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