Paraguai e Brasil estão próximos de acordo sobre tarifa de Itaipu

Em entrevista conjunta na capital paraguaia, nessa terça-feira (16), ministros reconheceram a existência de avanços.

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O impasse entre os governos de Brasil e Paraguai a respeito da definição da tarifa da energia produzida pela usina de Itaipu pode estar próximo de uma definição, conforme anúncio feito, nessa terça-feira (16), em Assunção, por autoridades dos dois países.

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Em entrevista conjunta após encontro com o presidente Santiago Peña, os ministros das Relações Exteriores do Brasil e do Paraguai, Mauro Vieira e Rubén Ramírez Lezcano, frisaram que houve avanço significativo nas discussões sobre o tema.

“Estamos avançando nas negociações, tanto da tarifa de Itaipu para os próximos anos, como na decisão imediata de iniciar as negociações sobre o Anexo C [documento que define as bases financeiras de Itaipu]”, afirmou Lezcano.

“Estamos com um horizonte breve para concluir as negociações sobre a tarifa e avançar para a conclusão do acordo sobre o Anexo C”, reforçou o ministro paraguaio. “Temos como princípio a visão compartilhada de que Itaipu não é só uma geradora de energia, mas também promove o desenvolvimento dos dois países.”

Já Mauro Vieira, que também demonstrou otimismo sobre o fim do impasse, destacou o papel de Itaipu para a integração bilateral e considerou o momento, às vésperas do aniversário de 50 anos da empresa, como importante para brasileiros e paraguaios.

“Creio que em pouco tempo estaremos em condições de concluir essa negociação e passar para uma etapa muito importante, que é a revisão do Anexo C, após os 50 anos da assinatura do tratado que levou à constituição da empresa”, declarou.

Além de Vieira, a delegação brasileira em Assunção foi integrada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A reunião com o presidente Santiago Peña ocorreu em Mburuvicha Roga, residência oficial do Executivo paraguaio.

O Brasil tem interesse em reduzir ou manter a atual tarifa de energia, enquanto o Paraguai busca ampliar os valores recebidos, como forma de financiar obras e programas de desenvolvimento social, como o recém-lançado Fome Zero nas Escolas.

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