Polícia do Paraguai alerta caminhoneiros sobre multas na Rodovia Internacional

Segundo a instituição, motoristas estariam descumprindo acordo para evitar estacionamento em fila dupla.

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Segundo a instituição, motoristas estariam descumprindo acordo para evitar estacionamento em fila dupla.

Caminhoneiros que trafegam pela Rodovia Internacional PY02, perímetro urbano de Ciudad del Este, estão sendo alvo de fiscalização conjunta promovida pela Patrulha Caminera (Rodoviária) e pela Polícia Municipal de Trânsito. O objetivo é evitar que os veículos estacionem em fila dupla na pista de sentido ao Brasil.

Em declarações ao jornal La Clave, o inspetor-principal da Caminera, Víctor González, argumentou que os motoristas estão descumprindo um acordo pactuado com sindicatos e associações da categoria, para disciplinar o tráfego de veículos pesados na via de acesso à Ponte Internacional da Amizade.

“Não estão cumprindo, já tivemos muitas reuniões a respeito e chegou-se a um pacto, mas a responsabilidade recai sobre nossas instituições e estamos sobrecarregados em ordenar o trânsito. O pacto de cavalheiros, de não fazer fila dupla, foi cumprido só por uma semana, aí voltaram a fazer o mesmo”, afirmou.

Os motoristas, por sua vez, queixam-se de situações como janelas de tempo insuficientes para completar a travessia até Foz do Iguaçu, uma vez que, em vários horários do dia, está proibida a circulação de veículos pesados. O valor da multa por estacionamento irregular é de G$ 440.255 (R$ 335), equivalente a cinco salários/dia (cinco jornales).

Protestos

Em outro assunto ligado ao setor de transportes, caminhoneiros de todo o Paraguai estão organizando, para a próxima semana, manifestações com o intuito de cobrar, do governo do país, a redução nos preços dos combustíveis. No entender dos motoristas, o Estado deveria intervir para diminuir as tarifas, a exemplo de medidas recentes no Brasil e na Argentina.

“Protestar parece ser a única forma do governo nos escutar. É assim, porque com notas e coisas assim não temos força”, declarou Darío Toñánez, dirigente caminhoneiro, citado pelo jornal Última Hora. “Vamos anunciar a data exata dos protestos e pedir que a população nos acompanhe, porque queremos redução para todos.”

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