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Motoristas de transporte por aplicativos protestam em Foz por melhores condições de trabalho

Profissionais acusam fiscal  que atua na rodoviária de abuso de autoridade ; categoria teve reunião com direção do Foztrans.

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Motoristas de transporte por aplicativos protestam em Foz por melhores condições de trabalho
Manifestação dos profissionais foi em frente ao órgão de trânsito - Foto: Marcos Labanca/H2FOZ

Profissionais acusam fiscal  que atua na rodoviária de abuso de autoridade; categoria teve reunião com direção do Foztrans.

Motoristas de transporte por aplicativos em Foz do Iguaçu protestaram, na manhã desta terça-feira, 2, em frente ao Instituto de Transportes e Trânsito (Foztrans). Eles denunciaram abuso de autoridade por parte de um fiscal da autarquia que atua na rodoviária e pediram condições para embarque e desembarque de passageiros.

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A concentração foi na rua em frente ao instituto. Os carros de trabalho receberam inscrição com a denúncia e as reivindicações dos motoristas. Em seguida, os profissionais foram até a sede do Foztrans e, depois, representantes dos condutores participaram de reunião com o superintendente, Licério Santos.

À reportagem, motoristas relataram que o fiscal questionado atua com truculência e falta de respeito, e que essas reclamações são frequentes, partindo de todos os profissionais que realizam corridas à rodoviária. Segundo eles, essa forma de tratamento, que consideram “abuso de autoridade”, ocorre apenas com a categoria.

“Decidimos fazer essa manifestação por conta dos muitos casos de desrespeito cometido por esse fiscal”, relatou Graciela Mezzomo, que administra o Women Drivers, grupo que reúne motoristas mulheres. “Ontem, mais uma profissional passou por esse constrangimento”, expôs.

“Não temos problemas de ser fiscalizados, o problema é a forma autoritária e com ameaças com que ela acontece na rodoviária, prejudicando motoristas e passageiros, muitos deles turistas”, enfatizou. “Estamos falando de profissionais regulamentados e que atendem a todas as regras exigidas pela prefeitura”, completou.

Motoristas afirmam que fiscalização na rodoviária age com truculência – Foto: Marcos Labanca

“O que queremos é poder ter o direito de trabalhar em paz”, asseverou Graciela. “Esperamos ser abordados pela fiscalização de forma educada. Precisamos ser reconhecidos e respeitados como trabalhadores de transporte por aplicativo que somos”, ponderou a profissional.

“Somos obrigados a permanecer parados em postos de gasolina. Temos que fazer refeições dentro dos carros, estacionados pela cidade”, apontou. “Somos trabalhadores, profissionais que pagam tributos ao município e queremos exercer nossa atividade com toda a dignidade”, concluiu.

Os motoristas questionam o fato de não haver espaço adequado para o embarque e desembarque de passageiros na rodoviária. “Somos obrigados a estacionar para retirar ou pôr a bagagem. E em casos de mulheres com crianças, idosos e cadeirantes, precisamos ajudá-los”, elencou Graciela Mezzomo, afirmando que a fiscalização no local não permite esse procedimento.

Outras demandas

Os profissionais pedem estacionamento específico na Avenida Brasil para a categoria utilizar, a exemplo de outras categorias de transporte de passageiros. Reivindicam também áreas adequadas para estacionar no aeroporto em outros locais que recebem turistas.

Concentração dos profissionais perto do instituto de trânsito – Foto: Marcos Labanca

Em reunião entre a direção do Foztrans e os representantes dos motoristas, foi consensuado sobre a necessidade de uma conversa com o fiscal questionado. Segundo a prefeitura, “também foi orientado aos motoristas que novas reclamações sejam repassadas pelo telefone 156, a fim de que haja uma formalização da denúncia para que possam ser tomados os devidos trâmites administrativos”.

Quanto ao pleito por estacionamento para os motoristas por aplicativo na Avenida Brasil, o “Foztrans segue em diálogo com a categoria para analisar a viabilidade da criação de vagas exclusivas”, informou a assessoria de comunicação do município. Sobre as demais áreas, a prefeitura disse não ser de responsabilidade do município.

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.