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Saúde distribui remédio para tratar esporotricose em gatos; entenda a doença

A enfermidade é causada por fungos e pode passar de felinos para humanos ou outros animais.

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Saúde distribui remédio para tratar esporotricose em gatos; entenda a doença
Medicamento é distribuído às cidades pela Secretaria Estadual de Saúde - foto: Sesa-PR/divulgação


O Paraná é pioneiro na distribuição gratuita aos municípios do itraconazol, medicamento usado no tratamento da esporotricose em gatos. Em 2025, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) repassou 310.250 cápsulas destinadas exclusivamente a felinos diagnosticados com a doença, volume que reflete a alta demanda e a relevância da política pública. Em janeiro de 2026, outras cerca de 67,5 mil cápsulas foram enviadas às regionais de saúde, mantendo o ritmo de abastecimento.

A esporotricose é uma zoonose de crescente preocupação sanitária. A estratégia estadual busca reduzir a disseminação da infecção em animais e humanos por meio do tratamento dos gatos domésticos, principais transmissores. Em 2025, foram notificados 5.735 casos em felinos e 1.230 em pessoas.

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A distribuição gratuita do medicamento é considerada essencial para garantir adesão ao tratamento, que é longo e oneroso, a fim de interromper o ciclo de transmissão. Conforme a saúde estadual, o enfrentamento da esporotricose é prioridade estratégica e permanente do governo.

O diagnóstico e o tratamento adequados na atenção primária devem ocorrer paralelamente ao cuidado com os animais do mesmo domicílio, medida necessária para quebrar a cadeia de transmissão e proteger a população.

Transmissão

A doença é causada por fungos do gênero Sporothrix e pode passar de gatos para humanos ou outros animais, principalmente, pelo contato com secreções de lesões, saliva ou unhas contaminadas. Mordidas, arranhões e até gotículas respiratórias podem transmitir o fungo, que entra no organismo por cortes ou feridas na pele ou mucosas.

No Paraná, a maioria dos casos humanos surge por transmissão zoonótica, sobretudo após arranhaduras e mordidas de gatos infectados. A evolução costuma ser benigna quando há diagnóstico precoce e tratamento adequado na atenção primária.

Entre as medidas preventivas estão:

  • manter gatos dentro de casa;
  • usar luvas ao manusear animais suspeitos;
  • isolar o felino durante o tratamento.

A Sesa orienta que animais doentes não sejam abandonados e que casos suspeitos em animais comunitários sejam comunicados à Vigilância de Zoonoses.

Tratamento

Em humanos, o tratamento exige acompanhamento médico por período que pode variar de três meses a um ano, com acesso gratuito a antifúngicos pelo SUS. Situações graves podem demandar anfotericina B.

Para gatos, o itraconazol é disponibilizado pelas estruturas municipais de Vigilância em Saúde mediante prescrição de médico-veterinário. A continuidade do tratamento até a cura clínica é fundamental para evitar recaídas e resistência do fungo.

Sintomas

Os sinais iniciais da doença nas pessoas são nódulos avermelhados indolores, que evoluem para úlceras de cicatrização lenta, geralmente seguindo os vasos linfáticos em mãos, braços ou pernas.

Já nos felinos, predominam lesões cutâneas na face e nos membros, podendo ocorrer inchaço nasal característico. A orientação é buscar atendimento profissional diante de qualquer sintoma para diagnóstico precoce e contenção da doença.

(Com informações da Agência Estadual de Notícias)

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    Paulo Bogler

    Paulo Bogler é repórter do H2FOZ. Com enfoque em pautas comunitárias, atua na cobertura de temas relacionados à cidade, política, cidadania, desenvolvimento e cultura local. Tem interesse em promover histórias, vozes e o cotidiano da população. E-mail: bogler@h2foz.com.br.

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