Nova concessão do Parque Nacional do Iguaçu deve elevar número de turistas em Foz

O secretário de Turismo do Paraná, Marcio Nunes, e Adélio Demeterko, do Grupo Cataratas - Foto: Alessandro Vieira/SEDEST

A oferta vencedora de R$ 375 milhões teve ágio de 350% sobre o preço mínimo estipulado pelo governo federal.

Por Agência Estadual de Notícias e assessoria

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O Parque Nacional do Iguaçu, principal atrativo turístico do Paraná, terá uma nova concessão por mais 30 anos. O leilão realizado na tarde desta terça-feira (22) em São Paulo pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Economia teve oferta vencedora de R$ 375 milhões – um ágio de 350% sobre o preço mínimo estipulado pelo governo federal.

O setor turístico paranaense tem muito a comemorar: a nova concessão irá dobrar o número anual de visitantes em Foz do Iguaçu, dos atuais 2 milhões para 4 milhões. A previsão consta do estudo de potencial realizado pela União para o processo de concessão. Em 2021, ainda sob efeitos da pandemia, foram 655.335 visitantes de mais de 100 nacionalidades diferentes

“A disputa acirrada demonstra a grandeza e o potencial turístico do Paraná, que atrai ano a ano grandes investimentos no setor. O turismo do Paraná vai bombar ainda mais nos próximos anos”, disse o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná, Marcio Nunes, que representou o Estado no leilão.

O consórcio vencedor foi o Novo PNI, composto pelas empresas Cataratas SA e Construcap. Além do aporte inicial de R$ 375 milhões, o grupo se compromete a investir mais de R$ 500 milhões em novas infraestruturas e outros R$ 3,6 bilhões na operação do parque durante o período da concessão, previsto para 30 anos, segundo o BNDES.

Esse investimentos têm o potencial de duplicar o número de visitantes do parque, com expansão da área concessionada e aumento na atratividade da visitação.

O consórcio vencedor foi o Novo PNI, composto pelas empresas Cataratas SA e Construcap – Foto: Divulgação


A concessão é a maior do setor de parques já realizada no País. A receita da concessionária virá essencialmente dos ingressos cobrados para a entrada.

Pelo edital, moradores dos 13 municípios paranaenses no entorno terão desconto no ingresso. Será possível também estabelecer pacotes especiais para visitas de mais de um dia, para incentivar a permanência do turista.

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O edital também prevê obrigações relacionadas à sustentabilidade ambiental, a cargo do concessionário, tal como o provimento de apoio a ações de educação, comunicação e interpretação ambiental.

“Essa nova concessão é fundamental para a projeção do turismo no Estado do Paraná”, comemorou o presidente da Paraná Turismo, Irapuã Cortes. “E terá influência sobre a projeção de turistas não apenas no Parque, mas sobre toda a região de Foz do Iguaçu”.

PARQUE – Criado em 1939, o Parque Nacional do Iguaçu está situado na cidade de Foz do Iguaçu e tem área de quase 200 mil hectares. É a maior reserva remanescente de Mata Atlântica da região e tem o título de Patrimônio Natural da Humanidade. A principal atração turística são as Cataratas do Iguaçu, eleita uma das Sete Maravilhas da Natureza em 2011. O parque também protege uma riquíssima biodiversidade da fauna e flora brasileiras, algumas delas ameaçadas de extinção como a onça-pintada e o jacaré de papo amarelo.

Governo federal

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, acompanhou o leilão na Bolsa de Valores e destacou como o novo modelo de concessão deve transformar a proteção dos parques e o turismo em atividade econômica com geração de empregos verdes e renda para a população local. “O Ministério do Meio Ambiente atua para integrar as atividades econômicas e a proteção ambiental. São soluções climáticas lucrativas. Lucrativas para o empreendedor, para o turista, para a comunidade local, lucrativas para o parque, para a natureza e lucrativas para todos os brasileiros”, ressaltou Leite.

Segundo o ministro, a nova concessão vai ampliar áreas de visitação, com três novos polos, o que significa desenvolvimento para mais 13 municípios paranaenses que também integram o Parque do Iguaçu. “Esse governo entende que o parque tem que ser protegido pelo ICMBio, mas gerido para receber os visitantes pelas concessões e pelo privado, que é parte integrante da atividade econômica, especialmente onde há possibilidade de visitação”, afirmou Leite.

O presidente do ICMBio, Marcos Simanovic, reforçou a importância da nova concessão, que prevê investimento direto em infraestrutura e proteção do Parque Nacional do Iguaçu. “É um edital que considerou as inovações tecnológicas e os elementos de sustentabilidade na previsão de seus investimentos. Algo que permita a sensação, tanto das pessoas da região, quanto das pessoas do Brasil e do mundo, de que estão colaborando efetivamente para a proteção ambiental”, pontuou Simanovic.

(AI do Ministério do Meio Ambiente)

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